A informação foi confirmada hoje à Inforpress por amigos e familiares, os quais, através das redes sociais, têm prestado a sua homenagem, alegando que a sua morte é uma “grande perda para a cultura cabo-verdiana”.

“Grande perda para a Cultura Cabo-Verdiana, e para arte de encenação, em particular! Que tenha o eterno descanso”, escreveu o escritor e advogado David Hopffer Almada.

O poeta Filinto Silva, por seu lado, descreveu Horácio Vieira dos Santos com um homem que abraçava as causas com amor e punha nas coisas humor.

“Amor consequente e humor inteligente, diga-se. (…). Figuras que devemos guardar no relicário das lembranças e fazê-las vir em cena, antípodas da tacanhez reinante”, escreveu Filinto Silva.

O funeral está previsto para terça-feira, 09, pelas 16:00, no cemitério da Várzea, na Cidade da Praia.

Horácio Vieira dos Santos nasceu na Cidade da Praia em 14 de fevereiro de 1930.

Trabalhou na Imprensa Nacional, na Cidade da Praia, como tipógrafo.

Depois partiu para Moçambique onde viveu boa parte de sua vida ao lado da sua mulher Licínia Santos, mas depois do dia 25 de abril, conhecido como “Revolução dos Cravos”, estes deixaram o país rumo a Portugal.

“Venho dedicando ao teatro, escrevendo, traduzindo peças para a língua cabo-verdiana, encenação e crítica. Divulgação à tradição oral cabo-verdiana, portuguesa, países da língua portuguesa e não só, pelos estabelecimentos do enino em todos os graus. De vez em quando uma perninha no cinema”, escreveu o ator, em 2011, na sua página nas redes sociais.

No mundo do cinema, Lalaxo interpretou o papel de o régulo Vátua Gungunhana, em “Aqui D’ El Rei” (1992), de António-Pedro Vasconcelos, fotógrafo da História, num “tête-a-tête” com Salgueiro Maia, em “Capitães de abril” (2000), de Maria de Medeiros; comerciante abastado, em “O testamento do Senhor Napomuceno da Silva Araújo, do realizador Francisco Manso e “Ilhéu de Contenda”, do cabo-verdiano Leão Lopes.

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