A proposta para elevar esta morna, da autoria de Manuel Martins Ramos, também conhecido por Djidjinhe, a categoria Património Cultural Imaterial Municipal foi apresentada pelo pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Boa Vista.

Na fundamentação em que se baseou a proposta, lê-se que o objectivo é “salvaguardar e valorizar” uma criação musical que se destaca no conjunto de produções do género morna da ilha “de todos os tempos, unindo e ligando gerações”.

Ainda de acordo com a proposta, tal peça configura um “notável património”, cuja salvaguarda encaixa-se no leque de atribuições e competências autárquicas contidas na Lei Nº 134/IV/95, de 03 de Julho, que aprova o Estatuto dos Municípios.

“A morna ‘Boa Vista Nha Terra’ transporta em si o reconhecimento de um tributo de exaltação de amor à terra bem como a expressão de louvar à sua magia, na sua versatilidade poética e na sua sonoridade da sua melodia”, lê-se no documento.

A mesma fundamentação revela ainda que a morna em apreço compreendia “todo o fluxo de sentimentos” de um filho para com o seu torrão natal, e “inclui, seduz e enleva” ao exprimir sentimentos de um filho ausente na condição de migrante.

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