A formação sob o mote “Criação literária”, iniciada hoje e que se prolonga até quinta-feira, 25, pretende, segundo Filipa Melo, falar sobre a história da literatura, do poder da imaginação aliando teoria com exercícios práticos.

“O convite é para vir escrever e aprender como tantos escreveram ao longo dos séculos, desde os gregos até aos contemporâneos”, lançou a escritora, para quem a regra básica para se aprender a escrever, é “ter imaginação e ter capacidade de observação”.

“Treinar a capacidade de observação e depois treinar a capacidade de utilização da linguagem, utilizar todos os recursos da linguagem para criar um mundo imaginário e uma proposta ficcional”, lançou, acrescentando também ser necessário “ler, ler e ler”.

Itens, que estão sendo revelados para um público de cerca de 70 formandos, constituídos por escritores, mas por “curiosos da escrita”, e que decorre no Centro Cultural do Mindelo,

“As minhas formações são sempre abertas a todos, porque acho que aprender a escrever na ficção é um instrumento muito importante para a vida de cada um, inclusivamente para saber escrever sobre si mesmo e compreender-se melhor”, asseverou Filipa Melo, que adiantou ser a formação, tanto dá para quem quer escrever só para si, como para o escritor que quer publicar livros.

Caroline Delgado mostra-se uma destas que ainda como leitora espera, com essa formação, ter um “conhecimento maior” e ter algumas “observações específicas” para poder realizar o sonho de um dia ser escritora.

Filipa Melo é escritora e jornalista portuguesa, mas com raízes em Cabo Verde por parte do pai e advém de uma família de escritores como Luís Romano, Teobaldo Virgínio e Maria Augusta Nascimento Melo.

É uma das convidadas a ministrar formações do Morabeza- Festa do Livro, que decorre no Mindelo até dia 28, com feira do livro, mesas de debate, workshop, visitas às escolas e muitas outras atividades.

LN/FP