Abraão Vicente, fez esta revelação na sequência da concretização, esta terça-feira, da assinatura de um protocolo entre o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC) e a Direção-Geral do Emprego, Formação Profissional e Estágios Profissionais (DGEFPEP), tutelada pelo Ministério das Finanças, para a concessão de apoio financeiro ao programa Bolsa de Acesso à Cultura.

No âmbito deste protocolo, a DGEFPEP apoia o programa BA-Cultura com o valor de 3.082.500$00 (três milhões, oitenta e dois mil e quinhentos escudos).

O documento em apreço foi rubricado pela diretora-geral do Planeamento e Gestão do Orçamento (DGPOG) do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, Marly Cruz e pela diretora-geral do Emprego, Formação Profissional e Estágios Profissionais, Eurídice Mascarenhas.

O ministro Abraão Vicente, que testemunhou o ato, considera que a concretização deste protocolo “é a consagração deste programa que vinha a funcionar apenas com recursos financeiros do seu ministério”.

Conforme realçou, este ano tiveram “boas notícias” de que o Governo vai aumentar a verba do programa com cerca de 12 mil contos da parte do Orçamento do Estado para 2019 e ainda vão contar com o apoio da UNESCO, com mais 150 mil dólares para o próximo ano.

“Temos a recomendação da Unesco de que este é um programa que pode ser exportado para outros países, pelo seu foco, sua eficácia, devido aos resultados que temos tido. E, é com enorme alegria que vejo que o próprio Estado se junta em diferentes setores para dar mais esse impulso que faltava a esta iniciativa ligada à educação e empregabilidade”, afirmou.

Atualmente, os jovens que se formam nas escolas financiados com o BA-Cultura não recebem qualquer diploma ou certificado, informou.

Entretanto, com a parceria da Direção-Geral do Emprego, Formação Profissional e Estágios Profissionais, segundo Eurídice Mascarenhas, estão a dar um passo para a valorização e acreditação desses jovens talentos.

“Para além dessa oferta trazer mais recursos é também começar a trabalhar na certificação e apelar as entidades para a questão da acreditação. Abraçando este desafio estamos também a contribuir para maior inclusão e trazer aqui qualidade nas ofertas que fazemos no país”, ajuntou.

No primeiro ano de execução, o programa BA-Cultura beneficiou diretamente um total de 1167 alunos de 42 escolas, abrangendo um total de 14 municípios do país.

Este é um programa que além de fomentar a criação de emprego e o empreendedorismo por parte das escolas e dirigentes associativos, permitiu ainda a massificação do ensino das artes através da inclusão social.

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