De acordo com uma nota oficial, a apresentação da obra, editada pela editora Dom Quixote, estará a cargo de Filinto Elísio Correia e Silva, José Luís Hopffer Almada e José Luiz Tavares.

Segundo o que se lê na sinopse de “O Diabo Foi Meu Padeiro”, nos 45 anos do encerramento do campo de concentração, Mário Lúcio Sousa, nascido no Tarrafal, toma a voz de vários prisioneiros chamados Pedro e chegados em diferentes vagas de Portugal, da Guiné, de Angola e até de Cabo Verde.

E, ao relatar a história desta prisão terrível e de quem a foi dirigindo ao longo dos anos, o presente romance homenageia simultaneamente, segundo a mesma fonte, os que ali perderam a vida e os que sobreviveram ao horror e ainda os vários modos de falar uma língua que foi, tantas vezes, a que os tramou e a que os viria a salvar.

A mesma sinopse recorda que a Colónia Penal do Tarrafal, criada durante o Estado Novo na ilha de Santiago, em Cabo Verde, foi estreada em 1936 com centena e meia de prisioneiros políticos vindos da metrópole, que era preciso afastar, enfraquecer e usar como lição.

“Embora as condições em que ali viveram – esses e todos os outros que ali foram encarcerados – sejam conhecidas (quase sem água, privados de higiene, doentes e sujeitos a torturas várias), nada melhor do que ouvi-las da boca de quem as sofreu na pele ou assistiu de perto a esse sofrimento”, lê-se.

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