A informação foi avançada hoje à Inforpress pelo dançarino e coreógrafo do Grupo Raiz di Polon, Mano Preto, que se desloca hoje a Lisboa com esses dois compromissos na agenda.

“Kodé di Dona” é a primeira peça desenvolvida a solo pelo coreógrafo em 2018 no estúdio Victor Córdon (Lisboa), mas só agora é apresentada em Lisboa num espetáculo único no Bairro Intendente em festa, no Palácio Visconde da Graça.

Depois de dar a conhecer a vida e obra de “Kodé di Dona” nesta peça, Mano Preto volta ao mesmo estúdio para desenvolver a peça sobre a vida e obra do compositor de mornas e coladeiras “Manuel d´Novas”, de 17 a 02 de agosto.

Esta peça, informou, vai ser desenvolvida durante a residência artística dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), que acontece no âmbito de uma bolsa atribuída pela Fundação Calouste Gulbenkian, no valor de 1.500 euros.

“Manuel d´Novas é um ciclo de cinco peças a solo que estou a desenvolver, um por ano, na área de música e literatura, isto é, criação de biografias de grandes vultos da música cabo-verdiana. Os próximos serão Cesária Évora, Jaime Figueiredo e Eugénio Tavares”, dissera Manu Preto em declarações à Inforpress no passado mês de janeiro.

Conforme explicou na altura, esta peça, que terá a duração de meia hora ou uma hora, com enfoque na morna, pretende retratar, através de uma corda o violão e o barco, dois dos objetos que o artista costumava trabalhar.

“A ênfase será o género morna, primeiro porque é o género em que ele é mais conhecido, e segundo pelo facto de esse género estar a concorrer à classificação como Património Imaterial da Humanidade, e achamos que deveríamos dar um pequeno contributo à preservação e divulgação dessa que é a música com a qual todos os cabo-verdianos se identificam”, dissera.

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