A obra, publicada pela Editora Papas-Letras, de acordo com uma nota enviada a Inforpress, tem vários poemas, muitos deles musicados e cantados por algumas vozes de Cabo Verde como Bana, Cesária Évora, Ildo Lobo, Paulino Vieira, Tito Paris e Titina, entre outros poetas e compositores cabo-verdianos.

O livro, de 88 páginas, que já foi lançado em Cabo Verde, é dedicado aos sobrinhos e aos familiares.

Segundo António Neves, que escreveu o prefácio da obra, apesar de o autor sofrer de uma doença que lhe poderia deixar incapacitado, ele não desistiu do seu sonho que é escrever composições e poesias.

Conforme informou, tudo começou com o poema “Dôr di nha dôr” que foi musicado pelo mestre Paulino Vieira e cantado por Bana. Este poema, sublinhou, na sua opinião é uma das “melhores” mornas de sempre.

“A musicalidade dos seus poemas e a própria métrica da sua poesia convergem para que fosse cantado pela maioria dos nossos artistas, entre eles Bana, Cesária Évora, Ildo Lobo, Titina, Mirri Lobo, Tito Paris, Nancy Vieira, Maria Alice, Celina Pereira, Zenaida Chantres, Franctha, Ana Firmino e Paló, entre outros”, declarou.

António Neves, ainda no prefácio, pede a Luís Lima para “continuar a fazer poesia simples para gente simples”.

Luís Lima nasceu no Paul, ilha de Santo Antão, em 1952, frequentou a instrução primária e, aos oito anos, foi acometido por uma artrite juvenil que viria a mudar a sua vida, tornando-o tetraplágico.

Filho de pais cabo-verdianos, residiu muitos anos em Lisboa, onde viria começar a escrever poesia depois de a doença o ter deixado invisual.

Atualmente reside em Cabo Verde, dada a sua orfandade e condição física.

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