Na apresentação da obra, a sobrinha do escritor, Ana Cordeiro, que é também escritora, disse que apesar de neste livro a língua materna não estar presente, trata-se da “obra maior” de Luís Romano.

“Famintos é uma obra única, que não se limita ao apontar o dedo ao Governo, ao colonialismo, levando à nossa condição humana tão imperfeita às vezes tão pouco humana”, explicou.

Por isso, a apresentadora classificou o livro como “documento sociológico” e uma “reportagem fotográfica” com relatos “terríveis e dolorosos” sobre a fome, a emigração para São Tomé ou a prostituição na Ilha Cidade (São Vicente).

Acrescentou que o título do livro pode, à primeira vista, restringir à sua temática, mas não se foca apenas na narrativa dos acontecimentos de um dos muitos períodos de fome que assolavam Cabo Verde.

A apresentação do livro insere-se no projecto “reedição dos clássicos”, que teve início em 2017, promovido pelo Governo, através do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas.

Luís Romano de Madeira Melo foi um poeta, romancista e folclorista cabo-verdiano, com trabalhos em português e em crioulo cabo-verdiano da ilha de Santo Antão, idioma que preferia designar por “língua cabo-verdiana”.

O escritor, natural de Ponta do Sol, em Santo Antão, onde nasceu a 06 de Outubro de 1922, faleceu no dia 22 de Janeiro de 2010, na cidade de Natal, no Estado de Rio Grande do Norte, no Brasil, onde viveu a maior parte da sua vida.

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