Escrito em crioulo e traduzido para francês, este livro, para além de conter citações dos entrevistados, vem acompanhado de fotografias retratando as pessoas e as zonas periféricas da cidade da Praia, e traz perspectivas da Praia com pontos de vista principalmente masculinos.

Em declarações à Inforpress, o antropólogo social disse que este livro é baseado na vida quotidiana das pessoas que vivem principalmente em Bela Vista (Alto da Glória) e Achada Santo António.

Com esta obra, indicou, o autor quer servir de ponto de diferentes grupos sociais, quer sejam cabo-verdianos ou imigrantes.

“O livro quer mostrar que simplesmente as nossas experiências, quer sejamos pobres ou ricos, diferentes, turistas ou nacionais, são muito similares, e as falas populares que se encontram no livro mostram que temos mais em comum do que diferenças”, disse.

Segundo disse, a maioria das pessoas ouvidas queixam-se de problemas de abastecimento de água nessas zonas, falta de arruamento e calcetamento, falta de emprego e a onda de insegurança que os assola.

As fotografias que compõem a obra foram tiradas em 2013 e 2014, principalmente, em Bela Vista.

“Temos aqui, alguns instantâneos. Uma sequência de cenas e de quadros. Uma colecção de fragmentos, vestígios de experiências. Conjugados, eles formam um cinematografo. A sucessão de fragmentos cria movimento particular, uma música, uma melodia, uma coreografia. Eles nos incitam a imaginar os caminhos e as vozes de uma imersão de etnógrafo com mais de 20 anos”, lê-se no prefácio do livro.

Quanto às citações, elas têm assuntos diferentes e são distribuídas no tempo. Colocam em ressonância recorrências, arrebatamentos, experiências quotidianas de alguns homens e mulheres, indica a mesma fonte.

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