Celeste Fortes, que fez a apresentação do volume, juntamente com João Delgado da Cruz, assegurou ter lido o livro com a percepção de ler discursos daquele que é considerado como o “árbitro” da democracia cabo-verdiana.

Um olhar passado pela compilação de cerca de 50 discursos e intervenções públicas do Presidente da República, que abordam temas como justiça social, infância, migrações e autonomia territorial e outros assuntos.

“Então tirei dali palavras de alguém que pode ser um líder para qualquer um de nós, particularmente para os jovens”, asseverou a antropóloga, acrescentando, ao mesmo tempo, ter registado ainda “algumas preocupações” de alguém, que é um “árbitro”, mas com a “ perfeita noção” de que a democracia “é um elemento que é cultivado e é dado pelo povo e, portanto, “tem que respeitar a vontade nacional”.

Jorge Carlos Fonseca, segundo a mesma fonte, é um dos “fazedores da democracia cabo-verdiana”, uma vez que participou na escrita da Constituição da República, e, por outro lado, tem tido, ajuntou, um “percurso notório” a nível da estabilidade democrática, que, considerou, se afigura como um dos elementos “mais importantes” da cabo-verdianidade.

O livro “Magistratura de Influência”, Volume VI, que compila os discursos do chefe do Estado de Outubro de 2016 ao mesmo período de 2017, foi assim apresentado num dos hotéis da cidade do Mindelo, que contou com casa cheia e com as presenças dos presidentes da câmara e assembleia municipais e várias outras personalidades.

Mas, antes deste acto de apresentação, Jorge Carlos Fonseca prestigiou os lançamentos das obras “Trilogia Atlântica”, de Jorge Barbosa, que foi traduzido para o espanhol por José Gomez Solino, e ainda “De risos e lágrimas” e “Reinvenção do mar”, de Vera Duarte, dois eventos enquadrado na Morabeza –Festa do livro.

Também na Morabeza, o Presidente da República vai presidir à cerimónia de boas-vindas, a ser realizada nesta sexta-feira, na pracinha do Liceu Velho, com várias actividades culturais.