A conversa teve como objetivo sensibilizar os alunos para “não enveredarem” por estes caminhos.

Para o autor, o objetivo tanto do livro como dos encontros que realiza com os estudantes é “justamente para alertá-los dos perigos, para não enveredarem pelo caminho” e a mensagem que sempre passa é “não experimentem a droga” e para aqueles que já a usam, para pararem “o quanto antes”, pois encontram-se na faixa etária em que ele, autor, iniciou-se nas drogas.

O livro, segundo a mesma fonte, retrata a sua história de vida, em que fala da sua infância, enquadramento familiar, iniciação à droga, processo de dependência progressiva, experiências e tentativas de tratamento, e, depois, o processo de recuperação.

O mesmo fez uma avaliação “positiva” da reação dos alunos, assim como, tem tido nas outras escolas.

“No início passo a fotografia, que mostra a minha imagem antes, enquanto dependente, e atual, após a recuperação, algo que chama atenção, e deixa todos atentos e curiosos com as questões que levantam”, manifestou, o que deixa sempre o sentimento que a mensagem passou.

Na ótica de Pereira, seria um “egoísmo” da sua parte, caso não partilhasse a sua experiência, depois de tudo o que passou, dos danos provocados à família, à sua pessoa, ou a outras pessoas, até à superação.

Segundo o presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, que assistiu ao lançamento, além de um “exemplo de superação”, José Pereira é uma pessoa que conseguiu ter “um bom coração” para partilhar a experiência através de livro e de várias apresentações, alertando as pessoas a não seguirem este caminho.

O livro foi lançado há um ano e desde então o autor tem vindo a fazer a apresentação do mesmo em todas as ilhas do país, acompanhado de encontros com os alunos dos liceus, com os estudantes.

Este sábado, 27, o livro será apresentado na ilha do Fogo, ficando a faltar apenas a ilha do maio para o fechar o ciclo de apresentação nas nove ilhas habitadas.

Aos jovens e à população da Brava, o autor pede para “terem a consciência que o alcoolismo e a droga não são soluções para os problemas” e que “só agravem a situação”.

“E a mensagem que sempre deixo é não experimentem as drogas, porque depois da iniciação ‘sabi’ pode vir um inferno”, concluiu José Pereira.

MC/AA