Em declarações à Inforpress, Amália Melo Lopes explicou que a obra se enquadra no segmento da obra colectiva denominada a «Condição de Ilhéu», da Universidade Católica Portuguesa.

“Em 2017 foi lançado a «Condição de Ilhéu» geral, com literaturas de todos os ilhéus: Açores, Cabo Verde, Madeira e São Tomé e Príncipe”, explicou a professora, completando que a segunda fase do projecto envolve a publicação de quatro volumes por região/país.

Amália Melo Lopes avançou ainda que os Açores já publicaram o seu volume em 2018, o de Cabo Verde, frisou, está a ser publicado agora, depois haverá os da Madeira e de São Tomé.

«O Ilhéu de Cabo Verde» envolve, conforme esta responsável, 32 autores, dos quais 11 participaram no livro «Condição de Ilhéu», lançado em de 2017, os outros 21 participam com textos inéditos.

A obra, revela, conta ainda com desenhos que ilustram a diversidade e convergência das ilhas.

“Uma opção do arquitecto Manuel Spencer, que também desenhou a capa”, fez saber a professora, dando ainda contra que a obra é dividida em quatro capítulos.

No primeiro, explicou, entram-se textos que falam da definição da condição do ilhéu cabo-verdiano, enquanto do segundo capítulo fazem textos em que, através de memórias e vivências em diversas ilhas os autores procuram definir ou desenhar o perfil cultural de Cabo Verde e dos cabo-verdianos.

No capítulo três, que é a condição do ilhéu cabo-verdiano, perfil global, trata-se, segundo Amália Melo Lopes, de uma “leitura mais compreensiva” das especificidades do ilhéu cabo-verdiano, sua gente, evolução, a partir de alguns elementos específicos como, por exemplo, a morna, o crioulo, o milho, o mar e demais aspectos específicos.

O capítulo quatro, por seu turno, esmiúça a condição do ilhéu cabo-verdiano, através de diferentes pontos de vista, por exemplo o aspecto linguístico identitário, o aspecto educativo, a instituição literária, do ponto de vista religioso, o sexual erótico, dentre outros.

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