Este escritor e jurista disse, em declarações à Inforpress, que como um dos afectados pelas consequências do novo coronavírus não poderia deixar de fazer uma análise dos erros cometidos pelas superpotências, como Estados Unidos, aquando do aparecimento do primeiro caso em Wuhan, na China.

“Sabemos que a pandemia surgiu em 2019 em Wuhan, na China, e o mundo não se preocupou com o que se passava naquele país porque as superpotências pensavam que o vírus iria ficar apenas lá e não se prepararam ou levaram a sério a urgência dessa pandemia”, criticou este jurista, que está em Cabo Verde para promover a sua obra.

Conforme disse, o mundo deveria ter tirado lições com a gripe espanhola, que surgiu depois da primeira guerra mundial, para avançar com uma vacina, mas em vez disso as superpotências procuraram apenas em aprimorar os seus armamentos.

Para a mesma fonte, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também não foi capaz de tirar as principais lições com os outros vírus que afectaram o mundo, para encontrar soluções que poderiam evitar a actual pandemia da covid-19.

Nesta obra, para além de apontar os erros cometidos no início da gestão da pandemia, Ely Furtado deixa algumas recomendações no sentido de as pessoas continuarem a pôr em prática as medidas de precaução emanadas pelas autoridades sanitárias.

“Distanciamento físico e uso de máscaras devem ser levados em conta porque ainda não saímos dessa pandemia e estamos a prever ter mais mortos”, sublinhou.

Ely Furtado, que tem escrito três romances, mas não publicados, disse ainda à Inforpress que optou dar à estampa esta obra por se tratar de uma situação actual e porque pretendia informar e alertar o mundo sobre essa situação catastrófica que já provocou a morte de pelo menos 809 mil pessoas e infectou mais de 23,4 milhões de pessoas em todos o mundo.

Com este livro, cujos milhões de exemplares já foram vendidos, o autor pretende distribuir a sua parte da venda para as associações comunitárias em Cabo Verde, através das câmaras municipais.

“L´Ètat Du Monde face Á la Pandémie” foi publicado em Junho pela editora Les 3 colones.

Em Cabo Verde a obra foi lançada no dia 19 na Escola Nova de Cutelo Miranda, em São Miguel. O autor está ainda a ver possibilidade de o lançar na Cidade da Praia, antes de seguir viagem para França.

AM/CP
Inforpress/Fim

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