Juventude em Marcha, fundado a 25 de março de 1984, no Porto Novo, com o propósito de “preservar, divulgar e promover, através das artes cénicas, a vivência social e cultural do homem cabo-verdiano”, nesses 35 anos de vida tem “batalhado para que o teatro cabo-verdiano se afirme e se projeta na arena nacional e internacional”, segundo Jorge Marfins.

“Não tem sido tarefa fácil, mas Juventude em Marcha, mesmo vergando, vai a cada momento, batalhando para que o teatro cabo-verdiano se afirme e se projeta na arena nacional e internacional, contribuindo para a evolução desta rica modalidade da arte”, notou o ator, para quem “os desafios são enormes”.

O grupo, o mais antigo em atividade em Cabo Verde, conta com várias internalizações e participação em inúmeros festivais internacionais de teatro, “sempre com excelentes cotações”, devido à “qualidade” das sua obras, avançou Jorge Martins, salientando que o facto de Juventude em Marcha ter conquistado, nessas três décadas e meia, “a estima e a aceitação de milhares de espetadores espalhados por todo o mundo”.

Essa associação teatral, já por várias vezes homenageada pelas autoridades cabo-verdianas, encontra-se, neste momento, em mais uma digressão à Europa que, precisamente, se realiza em saudação aos 35 anos de carreira.

Nesta digressão, Juventude em Marcha está a lançar a sua longa-metragem “Canjana” na França e Holanda, uma obra que aborda a fome que assolou Cabo Verde nos anos 40 e o famoso naufrágio, em novembro de 1947, em Ponta de Canjana, no litoral do Porto Novo, do navio norte-americano John Schmeltzer.

Segundo Jorge Martins, em setembro, o carismático grupo estará nos Estados Unidos da América para continuar as comemorações, com lançamento deste filme e participação em vários espetáculos.

O grupo dispõe de 36 peças de teatro e seis produções audio-visuais.

JM/ZS