Jorge Martins, líder desta companhia teatral, já com várias obras audiovisuais, garantiu que Juventude em Marcha “já tem luz verde” em termos de financiamento, por parte de alguns parceiros, para a rodagem dessa obra, que retrata um dos maiores acontecimentos do Século XX em Santo Antão, a fome de 1947, que terá ceifado a vida a mais de vinte mil cabo-verdianos.

Na década de 40, Cabo Verde viveu mais uma dura crise humanitária de secas cíclicas e consequente epidemia de fomes.

Em Novembro de 1947, John E. Schmeltzer, o navio da marinha mercante dos Estados Unidos da América, carregado de milho vindo da Argentina e a caminho da Suécia, naufragava nas proximidades de Canjana, no Porto Novo, salvando parte significativa da população de Santo Antão de morrer à fome.

Juventude em Marcha pretende assim, dentro de pouco, adaptar ao cinema esta encenação que fala de uma das referências históricas de Santo Antão e de Cabo Verde.

Jorge Martins explica que a gravação de uma obra teatral custa “muito dinheiro”, lamentando as dificuldades do grupo Juventude em Marcha em conseguir o retorno desses investimentos devido à pirataria.

Além do rodagem de mais este trabalho, Juventude em Marcha prepara a estreia de uma nova obra teatral, intitulada “O Dia em que Nasci”.