Esta obra, como a própria escritora avançou à inforpress, inaugura uma trilogia sob a temática “se não se vai, não se volta”, (Si ka bado ka ta ribado), expressão em crioulo que serviu de inspiração e que contam em forma de diário de viagem “não ficcionado” as “várias “aventuras” vivenciadas quando visitou o arquipélago pela primeira, em 2016, e conheceu as ilhas de Sal, São Vicente, Santo Antão e Santiago.

Ana Pracashandra disse que conhecia Cabo Verde “muito pouco”, só pela música e gastronomia, e a escolha de passar as férias aqui surgiu de forma “intuitiva” e de “coração”, mas que se transformou, assegurou, “no grito do Ipiranga”.

“Na altura estava com muitos trabalhos e então sentia-me esgotada, assim decidi vir para cá relaxar, mas como não conhecia nada e nem ninguém decidi render-me e deixar-me levar”, explicou a escritora, que adiantou ter se sentido depois num “despertar espiritual”.

Deste modo, “num verdadeiro descobrir e se redescobrindo”, Ana Pracashandra teve a ideia de escrever o livro e “passar o testemunho” dos “mestres de esquina”, nome a que deu às pessoas que a orientaram e a que acolheram “tão bem”.

“Houve logo uma conexão com Cabo Verde. Formou-se quase que uma teia de histórias que me ajudaram a construir a minha própria história”, asseverou, referindo as “semelhanças”, uma vez que é filha de pai nascido em Diu, antiga colónia portuguesa na Índia, que emigrou para Portugal.

“O grito da bananeira, primeira experiência da jornalista com escritora, recebeu o nome de uma expressão “bem conseguida” pelos cabo-verdianos e mostra na narrativa, ajuntou “o conceito de casa e a condição de ansiedade, vivida por muitos.

A cidade do Mindelo mostra-se como a segunda cidade a receber o lançamento do livro, com edição da autora, que teve a primeira apresentação a 23 de Agosto, em Espargos, ilha do Sal.

O segundo livro da trilogia, conforme a mesma fonte, já está escrito e com previsão de ser lançado no próximo ano. Neste próximo sob o lema “não se volta” conta a parte da aventura de querer fixar residência em Cabo Verde.

Jornalista de formação e de profissão, a autora trabalhou desde 2010 em revista ligadas ao turismo e editais online, mas agora, como afirmou, pretende enveredar pelo ramo da formação na área da cultura.