Em entrevista a Inforpress, Irlando Ferreira avançou que as obras de reabilitação e ampliação do CNAD decorrem “a bom ritmo”, embora “um pequeno reajuste” verificado com a construção de uma cave que vai servir de acervo do artesanato.

“Se estamos a projetar um espaço museológico para o futuro temos que projetá-lo para ter, sobretudo, o cuidado com o que já existe e também criar espaço para novas dinâmicas e novas atuações nesse setor,” explicou Irlando Ferreira.

Segundo o diretor do CNAD, desde o início, quando a obra foi projetada, a preocupação era criar um espaço que poderia dar dignidade e permitir longevidade ao espólio do CNAD e também acolher outro tipo de espólio que tenha a necessidade de uma preservação de maior cuidado.

“O acervo tem um papel importante porque ele vem preservar o trabalho feito desde a fundação do CNAD, nos anos 70. E também vai fazer um levantamento dos mestres artesãos nas diferentes ilhas que já guardavam obras durante vários anos,” acrescentou a mesma fonte, para quem esse acervo será um espaço para “preservar na história.”

A obra de reabilitação e ampliação do CNAD, lançada em fevereiro deste ano, tinha um prazo de execução de 12 meses e um orçamento de 58 mil contos, financiado pelo Governo. Contudo, conforme Irlando Ferreira poderá sofrer reajustes por causa da construção da cave para o acervo.

Para além de vincar a importância desse espaço, o diretor do CNAD destacou os outros espaços que o edifício terá como a sala exposição permanente e ainda a combinação do edifício antigo com o novo, que simboliza “um olhar para a contemporaneidade”.

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