Este inventário, lacando por ocasião das comemorações do dia Mundial do Património Africano, segundo o IPC, é um instrumento de gestão patrimonial que fornece bases para definição de políticas públicas, com o intuito de preservar e valorizar o legado histórico patrimonial que representa a identidade cultural e memória colectiva de um povo.

“Um projecto ambicioso, que se destina ao desenvolvimento de acções de preservação de monumentos, sítios e centros históricos, assim como a protecção de todo o legado patrimonial nacional, conforme a definição constante no Regime Jurídico do Património Cultural de Cabo Verde, aprovado pelo Parlamento e publicado no passado dia 20 de Abril”, lê-se no comunicado.

A realização do Inventário Nacional do Património Nacional, que teve início em 2018, implicou o levantamento patrimonial exaustivo no terreno, e estudo dos acervos arquivísticos e bibliográficos, em todos os municípios de Cabo Verde.

Num total de 1100 bens inventariados, 648 já foram introduzidos nesta plataforma, devidamente georreferenciados, acompanhados dos dados históricos e patrimoniais e podem ser consultados a partir do hiperligação, https://patrimonio.ipc.cv/.

O IPC informou ainda que está sendo um processo sistemático e contínuo e que a plataforma será alimentada à medida que os dados forem georreferenciados.

O público poderá ter acesso, não só à consulta, mas também, segundo a mesma fonte, como também introduzir dados históricos e patrimoniais, que depois serão validados pela equipa coordenadora.

O maior ganho deste inventário, segundo afirmara em entrevista à Inforpress o director de Monumentos e Sítios, Jaylson Monteiro, é que a partir de agora o IPC, os investigadores, os estudantes e os professores vão ter disponível uma base de dados com todas às informações sobre os bens patrimoniais que poderão auxilia-los nos seus trabalhos.

Conforme o responsável, o IPC terá disponível uma plataforma onde poderá usar essas informações com vista a criar um roteiro, criar actividades à volta do património, incentivar as pessoas ao conhecimento, precisamente os moradores que têm um bem ao seu lado, mas que não têm noção do valor patrimonial desses bens.

Informara que a partir dessa base de dados as pessoas poderão ter acesso à informação histórica, descrição arquitectónica, fotografai, vídeos, e toda a documentação ligada a um determinado bem.

O levantamento do inventário foi feito pelos técnicos do Instituto do Património Cultural, com apoio das câmaras municipais e dos proprietários dos bens de propriedade privada e algumas instituições locais.

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