O evento é organizado pela Companhia de Teatro Fladu Flau, cujo presidente Sabino Baessa garantiu à Inforpress que tudo está a postos para o seu arranque aprazado para as 19:00 no Auditório Nacional.

“Neste momento estamos a afinar os pontos e isso é normal uma vez que estamos num país insular, mas temos tudo a postos para 99 por cento de sucesso na programação. Contamos com a parceria da câmara municipal que recebeu todos os grupos convidados, o Ministério da Cultura abriu as portas da sala dos espetáculos e as embaixadas apoiaram com a vinda dos grupos” assegurou.

Conforme explicou, a II edição conta com a participação de seis países designadamente, Portugal, Espanha, Angola, Cuba, Guiné e Brasil, e ainda conta com a atuação de grupos nacionais, com exceção da ilha da Boa Vista.

Neste momento, informou, já estão na cidade da Praia o grupo de Portugal, de São Vicente, Guiné-Bissau, Espanha, estando prevista a chegada dos restantes nos próximos dias.

A peça “Como quem ouve uma melodia muito triste” do projeto Chiquinho da ilha de São Nicolau dá o pontapé de saída nas atuações, seguido do espetáculo do grupo os Trapalhões da ilha da Brava com a peça o “Destino de uma noiva”.

A realização deste certame, segundo Sabino Baessa era necessário, pois precisavam mudar o paradigma da cidade criativa e a cidade capital do país, uma vez que “muitos cabo-verdianos ainda entendem que a dinâmica teatral acontece só numa ilha”.

“Estamos constantemente num teatro da luta para a sobrevivência, por isso não pode ser exclusivamente de uma ilha e é nessa perspetiva que criamos essa dinâmica, aliás na verdade Santiago conhecia essa dinâmica, mas com o tempo perdeu-a, mas estamos a recuperá-la” assegurou.

A parceria financeira continua a ser um dos calcanhares de Aquiles para a realização dessas atividades, mas mesmo com pouco financiamento, Sabino Baessa assegurou que estão a conseguir levar adiante este festival, contando apenas com parcerias em serviços. Entretanto, garantiu que isto não vai afetar na qualidade nas produções.

Para os próximos anos almejam contar com mais reconhecimento e mais financiamento, pois, a seu ver, isto é um investimento com retorno na economia do país, sendo que o Governo pode enquadrar esse produto cultural como uma oferta turística.

O presidente da companhia de teatro Fladu Fla encoraja o público a fazer parte deste festival, pois, segundo disse, é um festival que visa a promoção da identidade cultural dos países do corredor do Atlântico.

“Quem for assistir os espetáculos vai encontrar traços da cultura cabo-verdiana na cultura dos países de origem e nas culturas de extensão da cultura cabo-verdiana e isso vai permitir uma maior compreensão da nossa identidade cultural”, assegurou.

O festival que acontece até o dia 26 vai ter como palco o Auditório Nacional, o Palácio da Cultura Ildo Lobo, o Centro Cultural Português, os Polos Educativo de Castelão, São Pedro e de Safende.

Nos próximos dias são esperados o grupo de São Vicente com a peça Blimundo, a companhia Fladu Fla retrata a peça Sexta-feira 13, o grupo de Portugal (Chão de Oliva) apresenta Escuteiros, o Pró Morro do maio retrata o tema “Diferentes sim, mas iguais”, o grupo do Sal (Dja D´sal) fala sobre “Nós maneira”.

O projeto Frederico de Lorca de Espanha apresenta a peça Viagem de lua e Raiz di Polon (Santiago) entra em palco com a peça “2 sem 3”.

O grupo Fladu Fla (Santiago) dá continuidade com a peça “Menos um”, Raiz di Polon (Santiago) com a encenação “Code di Dona”, Sanexo (Fogo) apresenta “o homem – uniku animal que ri”, Cabaz di Terra (Guine Bissau) com a peça “Curandeiro”, Somácamba (São Vicente) “Eu também já fui Assim”.

Lilian Prado (Brasil) apresenta a peça “Epifania”, o grupo Tic Tac (Angola) atua com a peça “Jimbambee”, Otaca (Santiago) encena a estória do “Txon di Morgado”, o grupo Atuar (Cuba) apresenta a “Bengala da noite cubana”, Jan Neguim (Santiago) “Viky e joel” e Juventude em Marcha (Santo Antão) encerra com a peça “Canjana”.

O festival conta ainda com atuação de contadores de estórias nomeadamente, Elisabete Goncalves, Dulce Sequeira e João Semedo.

AM/ZS

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