Ary Reis fez estas declarações em entrevista à Inforpress, à margem da II edição da festa do livro intitulada “Troca de livros”, realizada este sábado, no Palácio da Cultura Ildo Lobo, na Cidade da Praia.

Conforme contou, esta iniciativa surgiu através de “brincadeira”, na qual propôs uma amiga que fizessem a troca de livros, tendo após isso decidido tornar essa ideia num evento público, com vista a envolver o maior número de pessoas que estivessem disponíveis para fazer troca de livros.

Para esta edição, elucidou, a organização, composta por um grupo de amigos de leitura, quis centrar o evento não somente na literatura, mas também trazer uma vertente mais virada para a arte enquanto ferramenta de educação.

“Esperamos esta edição ter casa cheia, no ano passado conseguimos arrecadar cerca de 70 livros que foram doados à Comunidade Terapêutica da Granja de São Filipe e nesta edição os livros arrecadados serão entregues à biblioteca da cadeia civil de São Martinho”, revelou,

Além da troca de livros, de acordo com Ary Reis, esta edição conta ainda com a realização de uma palestra sobre a psicologia da poesia e uma conversa aberta sobre a arte e literatura.

Conforme realçou, a ideia é conseguir reunir livros de diferentes áreas do saber e entrega-los a classe mais vulnerável e com pouco acesso e condições para comprar livros, que no seu entender, poderão através da leitura conhecer novos mundos.

“A ideia é dar continuidade ao evento e levar a troca de livros para outras instituições, incentivar as pessoas a doarem livros que podem não estar a precisar. Propomos a criação de um Banco de Livros, à semelhança de um Banco Alimentar, para assim apoiarmos algumas instituições a enriquecerem as suas bibliotecas”, salientou.

Lamentou, por outro lado, que o nível de literacia em Cabo Verde seja baixo e do país estar a falhar nesse aspeto, afirmando que “já é tempo dos cabo-verdianos debelarem o sistema onde o discurso sobre a falta de tempo não tem permitido aos mesmos a ler mais e a adquirir novos conhecimento”.

“Acredito que a literatura tem um poder de ajudar as pessoas a reconstruírem as suas vidas, tem o poder de resgatar a pessoa de um momento difícil que esteja a passar ou que já passou e leva-la a um patamar mais elevado e com isso melhorar a sua qualidade de vida”, asseverou.

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