A peça, segundo a actriz e produtora Sofia Buco, vai ser apresentada no Mindelo, a convite da organização do festival, e encenada pela 11ª vez, depois da estreia em Angola, no mês de Janeiro último.

“E para nós é curioso e engraçado, porque este mês de Novembro é o mês da nossa independência e é com grande orgulho que vamos apresentar a história das heroínas angolanas”, disse a actriz.

“Mulheres de muita força, guerreiras, que morreram em prol da nossa libertação nacional, como mulheres responsáveis, com muito patriotismo e, acima de tudo, solidariedade”, assegurou Sofia Buco, esperando que o público cabo-verdiano “receba bem a peça” e possa, de “alguma forma”, se identificar com a história.

Isto porque, segundo a mesma fonte, o “Esquadrão Kamy” retrata os últimos momentos vividos pelas “heroínas”, Deolinda Rodrigues, Lucrécia Paim, Engrácia dos Santos, Teresa Afonso e Irene Cohen, que “saíram em prol de uma luta pelo povo, para ver uma Angola Nação e com preocupação pelas mulheres, crianças e pela desigualdade de género”.

Uma luta, ajuntou, feita por Angola, mas também por África em geral, que agora é contada pelo teatro da Buc´os Produções, que junta actrizes de vários grupos de teatro angolanos, e que se dizem “orgulhosas” de retratar a “própria história, feita com muito patriotismo”.

“Esquadrão Kamy”, conforme a mesma fonte, foi baseada nos livros “Diário de um exilo sem regresso”, escrito pela própria Deolinda Rodrigues e ainda “Heroínas angolanas”, da cubana Libânia Jimenez, que esteve em Angola em 1961 e acompanhou a guerrilheiras e escreveu o seu livro com base no de Deolinda Rodrigues.

Escritos que ganharam, assegurou, “pintadas artísticas” do encenador e director angolano Flávio Ferrão.

Por isso, di-lo Sofia Bucos, são “grandes” as expectativas para a apresentação desta sexta-feira, no palco 1 do Mindelact, no Centro Cultural do Mindelo, e que só foi possível com o financiamento do Ministério da Cultura de Angola.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.