Estes dois espetáculos fazem parte das 23 apresentações e narrações de histórias previstas para acontecer nesta II edição do TEARTI, que até o dia 26 vai colocar no palco 21 companhias de teatro de Angola, Brasil, Cabo Verde, Cuba, Espanha, Guiné-Bissau e Portugal.

Para além do Auditório Nacional os espetáculos vão acontecer também no Centro Cultural Português e no Palácio da Cultura Ildo Lobo, na Cidade da Praia.

Segundo o organizador do festival, Sabino Baessa, presidente do grupo “Fladu Fla”, o arranque do evento aconteceu sem sobressaltos com a peça “Sopa de Pedra” da companhia Fio de Azeite, de Chão de Oliva, Portugal.

No decorrer do festival, para além de espectáculos das outras companhias, o grupo Fladu Fla vai apresentar “Menos Um”, peça que representou Cabo Verde na semana de lusofonia em Macau.

Sabino Baessa ressalvou, no entanto, que o único constrangimento registado foi a ausência dos grupos de teatro representantes das ilhas do Sal e de São Nicolau, cujas respectivas câmaras municipais não conseguiram patrocinar-lhes o bilhete de passagem para participar no festival.

Conforme explicou, este ano o orçamento do festival TEARTI rondou os nove mil contos, mas como não conseguiram financiamento tiveram que trabalhar apenas através de parcerias.

“Houve grupos que trouxeram os seus espetáculos para que a organização pudesse agendar, a Câmara Municipal da Praia deu estadia e alimentação para todos, o Ministério da Cultura e o Centro Cultural Português abriram as portas das salas de espectáculo e temos ainda parceria das câmaras municipais das ilhas que cederam bilhetes de passagem para os grupos e a colaboração também da Associação de Cinema Audiovisual de Cabo Verde”, enumera Baessa.

Entretanto, paralelamente aos espectáculos, arranca na segunda-feira oficinas que vão acontecer na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) das 10 horas às 11h30 e das 14 horas às 16h30, durante a semana, desenvolvidas em parceria com a Associação de Cinema Audiovisual de Cabo Verde.

Nas oficinas vão ser ministradas técnicas de escrita dramatúrgica para teatro e para o cinema, formas de utilização do corpo como instrumento de comunicação e ainda técnicas vocais e para a coinfecção de figurinos, cenários e adereços para a produção.

O encerramento do Festival de Teatro do Atlântico-TEARTI será feito com a peça “Canjana” do grupo santantonense Juventude em Marcha.

A par do festival, o grupo Fladu Fla tem estado a representar também pequenas peças nos bairros da Cidade da Praia, isto numa parceria com a câmara municipal, no quadro da preparação da Noite Branca.