A classificação da bandeira de São Filipe a património cultural imaterial nacional enquadra-se na política de salvaguarda do património cultural imaterial nacional, razão porque o IPC pretende realizar a formação de 16 a 28 de Março, que inclui a realização de uma primeira fase de inventário que será concluído por ocasião das festas com recolha de conteúdos audiovisuais para formatar o dossiê.

Depois de um de sensibilização e mobilização da comunidade local para o efeito, realizado na última segunda-feira, hoje a directora do Património Imaterial do IPC, Sandra Mascarenhas, reuniu-se com a direcção da Fundação Casa das Bandeiras para montar o processo de inventário das festas da bandeira e da oficina de formação.

A directora do Património Imaterial disse que à semelhança do que se realizou em relação às outras manifestações que foram classificados como património nacional, há que começar pelo inventário para recolha das informações e verificar se a manifestação está em condições de ser classificado como património e se existem problemas para poder elaborar um plano de salvaguarda para a mesma continua viva e a acontecer.

No encontro com a comunidade e pessoas associadas às festas foi solicitado o consentimento para fazer inventário e a partir deste momento e com a autorização de portadores da cultura, o IPC com a parceria da Casa das Bandeiras, fundação ligada a esta manifestação cultural, vão fazer a montagem logística para iniciar ainda este mês o inventário, prolongando até 01 de Maio, dia das festas da bandeira de São Filipe.

Esta disse tratar-se de um processo de inventário e será a própria comunidade a determinar se se classifica apenas a bandeira de São Filipe ou todas as bandeiras, mas isso só se saberá no final do inventário, sublinhando que o IPC vai classificar aquilo que for definido pelas comunidades, seguindo determinados critérios e parâmetros.

“Não há classificação sem o inventário de base comunitário”, disse Sandra Mascarenhas, observando que a primeira coisa a fazer é a realização do inventário.

O administrador da Fundação Casa das Bandeiras, Henrique Pires, mostra-se satisfeito com a iniciativa do IPC para classificar as festas da bandeira como património cultural imaterial nacional, observando que é bom para as bandeiras e para a ilha do Fogo, razão pela qual Casa das Bandeiras está ao lado do Ministério da Cultura e das Industrias Criativas (MCIC) neste processo na qualidade de parceiro.

Segundo o mesmo, a Casa das Bandeiras dará todo o apoio necessário para a realização do inventário, observando que a sua preparação será feita nas instalações da Casa das Bandeiras.

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