Em declarações à Inforpress, a vendedeira Guida afirmou que a venda “foi fraca” no primeiro dia do evento.

“Permitiram que vendêssemos apenas pão e sumo, mas num festival como este ninguém vem comprar pão e sumo. Não teve muita afluência de pessoas. Penso que isto se deve ao preço de entrada, 500 escudos”, acrescentou.

Já Any, outra vendedeira, sugeriu, por sua vez, que a organização poderia deixar a entrada livre, assim como no ano passado, para que mais pessoas pudessem ir para consumir.

“500 escudos é muito. Poderiam então baixar o preço para 300 escudos. Eles sabem que nós somos pobres. Não deveriam ter cobrado tanto”, acrescentou a mesma interlocutora, criticando o facto de a organização ter lhes cobrado a quantia de mil escudos para poderem ir vender durante o festival.

Prosseguindo, aquela entrevistada disse que nem ela e nem as outras vendedeiras estão contentes com a situação.

“Esta última edição do festival da Gamboa neste espaço deveria ser de graça”, defendeu.

Já Manuela, também vendedeira, fala em prejuízos. “Investi 22 mil escudos em carne, e todas as coisas, vim aqui, afinal não vendi quase nada”, informou.

“Com este preço é claro que ninguém vem. Deveriam deixar o festival de graça para que toda a gente pudesse vir disfrutar deste nosso património. Desta forma nada ficou bem”, completou a mesma fonte, apelando ainda para que a organização não cobre a entrada no segundo dia do evento, hoje.

O palco da Gamboa volta a abrir esta noite para receber artistas e agrupamentos como o emblemático “reggae” jamaicano man Alpha Blondy, a banda Ferro Gaita, o “rapper” Boss AC, que se encontra na promoção de “Katchupa”, 2 Much e Rich Man e Constantino Cardoso.