De acordo com uma nota informativa publicada no site oficial da Câmara Municipal de Moita, a inauguração da referida exposição faz parte de um leque de atividades culturais para assinalar o 29º aniversário da Biblioteca Municipal do Vale da Amoreira, no município de Moita.

Através desta exposição, ajuntou a mesma fonte, o autor, natural de Santa Cruz, retrata os rostos e a identidade do povo cabo-verdiano, as relações inter-geracionais e as suas vivências e do meio rural, com gentes de Santa Catarina, Santa Cruz e São Lourenço dos Órgãos.

Nilson Mendes, também conhecido como Kuny Mendes, natural de Santa Cruz, estreou-se em 2016 com “Guentis di de Santa Katrina”, seguindo-se, em 2017, “Juntos pela primeira infância” e, em 2018, “Rostús y Idêntidadi”.

Além da exposição fotográfica, no mesmo dia será realizada a apresentação do livro “Finka Pé: O Feitiço do Batuque: a Cultura e o Inconsciente Coletivo dos Povos Colonizados”, editado pelo Centro Tomkiewicz, da Associação Cultural Moinho da Juventude.

O evento, lê-se no comunicado, conta com a  presença de Minga, batucadeira e responsável pelo grupo Finka Pé, Reginaldo Spínola, animador, e Joana Quintino, psicoterapeuta, realçando que o grafismo deste livro e as “belíssimas fotografias”, no seu colorido e pujança, transmitem a alegria e a energia inerente ao batuque.

“Finka Pé: O feitiço do Batuque” tem três partes distintas e interligadas, sendo a primeira constituída por uma série de narrativas de vida na primeira pessoa, contada pelas batucadeiras, cada uma acompanhada pelo retrato desenhado a lápis pela artista plástica Lut Caenen.

A segunda parte, de acordo com a nota, é constituída pelas comunicações do colóquio sobre o batuque que se realizou em abril de 2016, e a terceira é uma reportagem do evento “O Feitiço do Batuque” que, na sequência do congresso, reuniu vários grupos de batuque oriundos de Portugal, Espanha, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

Conforme a mesma fonte, as histórias de vida das batucadeiras é a parte “mais valiosa do livro” em que as suas autoras, simultaneamente dançarinas e escritoras, com idade compreendida entre 13 e os 80 anos, conciliam a sua identidade de batucadeiras com um quotidiano “difícil e de trabalho árduo”.