Bob Dylan de 77 anos, reescreveu e desenhou sessenta das suas canções, escritas entre 1962 e 1976, que a partir de hoje estão expostas na galeria Halcyon, no centro de Londres.

Apesar de Bob Dylan nunca ter querido que a sua arte visual "absorvesse" a sua música, finalmente lançou-se a "descobrir a alma das suas canções", afirmou o presidente da Halcyon, Paul Green, que considerou a exposição "histórica".

A exposição contém apenas 10% da retrospetiva do músico, e vai estar em Xangai, China, no próximo ano.

Dylan abordou todo o tipo de temas nas suas letras ao longo dos anos, assuntos que eram "específicos do momento, mas que continuam a ser igualmente relevantes agora", adiantou Green.

"Refugiados, Humanidade, meio ambiente, injustiças sociais... Dylan falou de todos os temas mais importantes que afetaram a vida de gerações e gerações", sublinhou Green.

Para Green, as letras de Dylan são "as mais importantes jamais escritas", algo que se tornou evidente, quando se converteu no primeiro músico a receber o Prémio Nobel da Literatura, em 2016.

A Academia Sueca galardoou o músico por "ter criado uma nova expressão poética dentro da grande tradição da canção americana", uma decisão que foi aplaudida e questionada.

A exposição poderá ser visitada em Londres até ao final do ano, antes de dar o salto para o continente asiático, onde o Museu de Arte Moderna de Xangai será a primeira paragem a partir de maio de 2019.

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