Na apresentação do livro, o professor  Alberto Lopes disse que se trata de uma obra   com um “grande pendor filosófico”, que lança desafios socioculturais  que levam a questionamentos sobre a “razão da existência”.

Questionamentos, segundo o apresentador, sobre dor, sofrimento, doença, suicídio e as vicissitudes da vida, que levam o   autor a levar as pessoas a “chamar a atenção sobre as suas próprias vidas”.

Por sua vez, o autor do livro, Daniel Ramos Mendes, disse que “O Moribundo” se insere no âmbito do seu projecto filosófico-literário, que conta com uma obra de poesia já publicada e algumas obras inéditas.

“A aproximação entre a filosofia e literatura pode ser bastante fecunda em termos de reflexão”, explicou o escritor, considerando que do ponto de vista da academia há uma “certa relutância” em relação   a esse “casamento”.

Mesmo assim, disse acreditar nesse “casamento” e,   por isso, conforme revelou, este projecto conta com mais obras de ficção e poesias, bem como trabalhos académicos.

Em relação ao livro, sublinhou que se direcciona para uma linha “mais existencialista” com “situações de limite”, que fazem as pessoas pensarem sobre a própria existência, como a dor, o sofrimento, a morte ou questões de ordem ética.

Esse livro, contou, retrata a história de um doente terminal que a uma dada altura se vê numa situação de completa impotência e dependência em relação aos outros, o que o faz pensar ou repensar o sentido da própria existência.

O romance “O Moribundo” está dividido em 14 capítulos e um total de 150 páginas.

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