O mais novo livro de ficção deste professor será lançado no dia 10 de Outubro, na Bibliocafé do Instituto da Biblioteca Nacional, na cidade da Praia e a apresentação estará a cargo do professor Alberto Lopes e do antropólogo Gaudino Cardoso.

Em declarações à Inforpress, Daniel Ramos Mendes explicou que este livro se insere no âmbito de um projecto filosófico-literário que está a levar avante e que já conta com uma obra publicada, mas que também irá abarcar outras obras inéditas.

“O Moribundo” disse, é um livro de cunho “existencialista” e com uma determinada tendência filosófica com a qual o autor se identifica.

Esse livro, contou, retrata a história de um doente terminal que a uma dada altura se vê numa situação de “completa impotência e dependência” em relação aos outros, o que o faz pensar ou repensar o sentido da própria existência.

“Um tema sobre o qual devemos sempre reflectir, já que no caso o personagem era um professor universitário e que sempre teve na questão sobre o sentido da existência uma questão filosófica fundamental”, ajuntou.

Os “grandes problemas”, prosseguiu, estão relacionados com a questão do “valor da vida” e sobretudo “que tipo de vida seria digna de ser vivida”, e neste caso a personagem do livro vê confrontado na sua própria pessoa com esta “grande problemática”.

“A linha existencialista leva em conta certas situações e limite da existência humana. A questão da dor, do sofrimento, da morte são questões que sempre nos leva a questionar sobre o sentido da própria vida”, frisou.

Daniel Ramos Mendes explicou ainda que com esse projecto está a fazer uma aproximação entre a literatura e a própria filosofia.

No seu entender, a literatura pode ser um campo “bastante fecundo” para reflectir sobre várias questões filosóficas “essenciais”.

“A literatura nos dá uma certa liberdade para pensarmos em certos assuntos de forma mais livre e mais fluída”, concluiu.

A mesma fonte informou que para além do livro de poesia já publicada e com este romance em vias de ser lançada, vai ainda desenvolver várias ideias e obras académicas para consolidar este projecto filosófico/literário.

O romance “O Moribundo” está dividido em 14 capítulos e contém 150 páginas.

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