O workshop internacional de arte “Eslovénia aberta à Arte”, que acontece de 21 a 26, é organizado desde 1993 pelo pintor Klavdij Tutta e uma crítica de arte Anamarija Stibilj Šajn.

É a segunda vez que o artista é convidado a fazer parte deste certame, mas em 2019 não pôde participar por ter estado numa outra exposição em Portugal, mas desta vez, informou, estará presente para representar Cabo Verde.

“Este simpósio oferece contacto com outros artistas internacionais, troca de conhecimento, aprendizagens. Já tive o privilégio de participar em outros evento do género, aqui e na Áustria, e digo que vale muito a pena. Espero sempre algo novo para descobrir”, exaltou.

Para além de um programa que envolve palestras e outras actividades diárias, todos os participantes vão ter que pintar durante o encontro algumas peças que serão expostas no final do evento.

Também, informou, haverá três prémios monetários para as três melhores participações.

Eduardo Bentub pretende desenvolver um tema sobre o qual tem meditado muito ultimamente, que é a “3th hand” da mulher cabo-verdiana, isto é, a terceira mão da mulher cabo-verdiana.

“Pode ser a cabeça delas para carregar, às costas, o coração… enfim, elas têm sempre uma terceira mão quando a situação as obriga”, especificou.

A Eslovénia, que foi o primeiro país da União Europeia a proclamar, no dia 14 de Maio, fim da pandemia do novo coronavírus, segundo o artista, já está a retomar o ritmo normal, o que permitiu a realização desse simpósio.

Nascido em 1979, em Santo Antão, Eduardo Bentub frequentou o curso de Matemática em Aveiro e Arquitectura em Lisboa. Entre 2003 e 2006 trabalhou com o pintor cabo-verdiano David Levy Lima. Vive na Eslovénia desde 2010, onde tem participado em várias exposições neste país.

Em 2013 recebeu Menção Honrosa Primavera na categoria de artista jovem, atribuída pela Associação de pintores de Maribor.

Em Agosto de 2019, Eduardo Bentub esteve em Cabo Verde, mas precisamente na Cidade da Praia, a ministrar uma residência artística, a convite do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através da Direcção-Geral das Artes e Indústrias Criativas.

As suas pinturas, conforme revelara a Inforpress na altura, reflecte a sua personalidade, isto é, transmite simpatia, positivismo, espontaneidade e o estado de espírito.

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