Sheila Antunes falava em declaração à imprensa, minutos antes de uma ação de formação em conservação e restauração de documentos para práticas e rotinas de conservação do património bibliográfico e documental, destinado aos técnicos da Biblioteca Nacional, do Instituto do Património Cultural, das câmaras municipais de Santo Antão, Ribeira Grande de Santiago, Santa Catarina, do Arquivo Histórico e Registo Civil.

Esta formação, que se realiza no âmbito da cooperação técnica e científica entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República de Cabo Verde, é ministrada por três técnicos da área da Fundação Joaquim Nabuco (Brasil), de hoje até sexta-feira, 17, na Biblioteca Nacional.

Com esta formação, disse, a ideia é ter todos os técnicos capacitados para preservar e conservar os documentos, no sentido de evitar que cheguem à fase de restauração, que é a mais complicada e a mais custosa.

Para a coordenadora do Centro de Documentação da Fundação Joaquim Nabuco, Albertina Malta, a técnica utilizada no país é adequada, entretanto os técnicos cabo-verdianos precisavam apenas atualizar e fazer atuações mais pontuais e aprender a diferença que há em tratar um livro, ou um manuscrito, fotografia e um periódico.

Durante esta formação, informou que vão analisar alguns princípios de restauração de documentos históricos em formato papel, desde livros, manuscritos e fotografias antigas.

Ainda, os técnicos do Brasil vão transmitir aos técnicos cabo-verdianos as etapas de conservação e restauração, desde higienização básica, limpeza mecânica com pincéis, sopradores e pequenos reparos, emendas, colagens e depois os acondicionamentos, as embalagens próprias para cada documento e como guardar, catalogar e organizar os documentos.

Na opinião desta conservadora, quando os técnicos estão capacitados vão tratar de forma “mais adequada” os acervos e com estes métodos vão propiciar “uma vida longa ao documento”.

“Tendo boas práticas de manuseio, boas práticas de guardar e de embalagens, você dá ao documento uma vida mais longa, que vai proporcionar as outras gerações que tenham contacto com esses documentos históricos”, salientou.

De realçar que no âmbito desta cooperação, no ano passado quatro técnicas da BNCV tiveram conservação, BNCVa oportunidade de estar no laboratório de restauração da Fundação Joaquim Nabuco, no Brasil, para um primeiro contacto de analisar como é feito todo o processo de preservação, conservação e restauração naquele país.

De igual modo, os técnicos brasileiros tiveram a oportunidade de estar em Cabo Verde para participar em mediação de leitura e oficinas de leitura.

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