Anibal Fonseca informou que a logística para estas festas, umas das mais populares que têm lugar em Cabo Verde, começou em Outubro e que os preparativos prosseguem, tendo a edilidade firmado já contrato com alguns grupos e artistas, mas com “cláusulas” que salvaguardam a saúde pública e os interesses do município.

Ou seja, explicou, as festas só serão realizadas caso estejam criadas todas as condições para tal e levantadas todas as restrições, acautelando sempre a saúde das pessoas.

“Obviamente, não pensamos avançar com as festas enquanto não tivermos as condições e as garantias de que possamos fazer essa actividade sem qualquer risco para os cidadãos”, avançou o autarca, reafirmado que a logística destas festas “não está parada, mas muito condicionada” com a evolução da situação, tendo sempre em conta a medida que suspende a realização dos eventos até 30 de Junho.

No âmbito do Plano Nacional de Contingência para a Prevenção e Controlo da Covid-19, o Governo cancelou, até 30 de Junho, todos os eventos internacionais que reúnam número elevado de participantes provenientes de países afectados pela pandemia.

“O que vamos ter que fazer agora é continuarmos a avaliar bem a situação, mas, obviamente, teremos que estar alinhados com as medidas a nível nacional”, notou o presidente da câmara do Porto Novo.

Entretanto, com o surgimento dos primeiros casos da Covid-19 em Cabo Verde, o Governo decidiu decretar, a partir de hoje, 27, a situação de risco de calamidade no País, para evitar a propagação, com medidas de carácter “mais restritivas”, nomeadamente a interdição dos voos inter-ilhas e das viagens de barco, para o transporte de passageiros.

O Executivo cabo-verdiano mandou ainda encerrar todos os serviços e empresas públicas entre 27 de Março e 17 de Abril, reforçando assim as medidas de combate ao novo coronavírus.

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