A informação foi avançada à Inforpress pela embaixada da UE, Sofia Moreira de Sousa, que fez um balanço positivo das acções desenvolvidas no âmbito da celebração do Dia da Europa, assinalado no dia 09 de Maio, e abordou as novas actividades que vão ter início na próxima semana.

Relativamente as acções para assinalar os 70 anos da Declaração de Schuman, estas focaram em actividades culturais, com actuações ‘online’ de vários artistas para todo o mundo.

Já na parte de “união e a solidariedade”, disse que com o apoio de todas as embaixadas em Cabo Verde, da Fundação Cabo-verdiana de Acção Social e Escolar (Ficase) e de outras organizações não-governamentais, conseguiram apoiar com cestas básicas mais de 500 famílias e grupos específicos na cadeia do Fogo e Brava.

“Sentimos que estamos a utilizar todas as formas possíveis de mobilizarmos os nossos orçamentos aqui em Cabo Verde, para além do apoio orçamental em que estamos a trabalhar para um novo desembolso”, afirmou.

Falando das futuras acções, esta diplomata adiantou que na próxima semana vão anunciar as novas actividades que estão a programar com o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas para apoiar a classe artística.

“Os artistas deixaram de ter actuações e manifestações culturais que possam participar e estão sem fontes de rendimento, mas não é só os artistas, como também os produtores culturais e, portanto, estamos a ver com o Ministério da Cultura, que desenvolveu algumas acções muito louvável, atendendo os recursos disponíveis o que poderíamos fazer em conjunto”, avançou.

Para além do sector da cultura, Sofia de Sousa Moreira informou que estão em sintonia com o Ministério da Família e Inclusão social para apoiar um grupo de pessoas que realmente precisam de “bens, de carinho, de uma atenção especial” durante esta crise da pandemia.

Com mais uma prorrogação do estado de emergência para a Ilha de Santiago, a embaixadora assegurou que vão continuar junto dos parceiros locais a apoiar às famílias mais desfavorecidas na capital do País.

Conforme sublinhou, no início de Fevereiro lançaram um programa de apoio as organizações da sociedade civil, e em Março, desafiaram 14 ONG a adaptarem o programa que tinham previsto no sentido de darem resposta a situação de emergência que se vive.

Todas as organizações aceitaram o desafio de imediato, e, segundo disse, propuseram ideais concretas de como chegar às pessoas mais desfavorecidas.

Exemplificou a Associação Amigos da Natureza lançou um desafio as associações comunitárias a trabalharem com grupos de agricultores para encontrarem forma de escoamento de produtos e assegurar a produção.

A Cospem, informou, procedeu a compra de produtos alimentares para os animais para que os produtores de queijos não fiquem desprovidos do seu ganha-pão, enquanto a África 70 em colaboração Associação Pilorinhu procedeu a realização de pequenas obras públicas, permitindo o acesso à água potável às comunidades e a produção de máscaras dando rendimento as costureiras.

Outra associação, que também mudou as suas acções foi a Associação Cabo-verdiana de Luta Contra a Violência Baseada no Género (ACLCVBG), que, além de distribuir cestas básicas às pessoas mais carenciadas, reforçou o apoio psicológico e, em cooperação com o ICIEG, a linha de apoio a vítimas de VBG.

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