Considerando os constrangimentos que se está a viver em Cabo Verde no contexto da pandemia da covid-19, que assola o mundo e a que o país não escapou, com impactos a nível sanitário e financeiro, o autarca disse que a situação levou a câmara a tomar algumas decisões.

Partilhando essas audácias com a imprensa, no acto de assinatura de protocolo com a Associação de Músicos do Sal (AMS), com vista a concretização do “Sal Fest Online”, o autarca revelou, entretanto, o impacto “negativo” em termos de receitas da câmara, motivada pela pandemia, devendo rondar os 150 mil contos.

“Muitas receitas do Governo, designadamente as taxas turísticas e outras, podem não vir porque os hotéis estão fechados (…). Por conseguinte, há um constrangimento financeiro grande. E, por uma questão ética, seria inaceitável estar a realizar eventos importantes, como o festival de Santa Maria, Noite de Guitarra, por exemplo”, justificou.

Embora não se venha a realizar esses eventos culturais, marcas da ilha turística, Júlio Lopes assegurou, entretanto, que os criadores locais, produtores, músicos, pintores, artistas plásticos, que têm dado o seu contributo para a ilha… “não vão ser abandonados”.

“Não temos que ser egoístas. Neste momento difícil, temos que fazer alguma coisa em contra partida. Então queria aqui anunciar esse projecto que é o Sal Fest Online para substituir todas essas actividades que pudessem implicar aglomeração de pessoas, e beneficiar os nossos músicos e outros artistas”, explicou.

“Esta é uma câmara amiga dos artistas, então não podemos, nesta hora difícil, voltar as costas àqueles que nos entretém e mantêm viva a cultura cabo-verdiana”, enfatizou, referindo-se, especialmente aos músicos que trabalham nos hotéis e que neste momento estão sem trabalho ou rendimento.

Com este projecto, onde a câmara vai entrar com 300 contos durante dois meses, os músicos poderão ganhar 10 mil escudos por cada show ‘online’, através do Facebook ou outras plataformas e redes sociais.

E para que as coisas corram bem e de melhor forma, a Associação de Músicos juntamente com a Escola de Arte Tututa vão desenvolver um plano de actuação, com número individual ou colectivo até três pessoas.

Tendo em conta o propósito do projecto, o edil Júlio Lopes faz um apelo às empresas, mecenas, a toda a sociedade civil no sentido de abraçarem a causa de modo a ajudar os artistas da ilha turística, agora no desemprego.

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