Em entrevista à Inforpress, o vencedor do prémio Sonangol 2006 com a obra “BABAN, o ladino”, que lança nesta sexta-feira, 15, o livro “Em Ritmo de Aventuras”, disse que esta obra é uma resposta ao repto lançado pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que lançou “a ideia de ler mais, para se saber mais”.

“Em Ritmo de Aventuras vem neste sentido. E, com o Plano Nacional de Leitura, eu defendi, junto da Livraria Pedro Cardoso, que deveríamos começar a incentivar o surgimento de obras viradas para a primeira leitura e para o iniciante no mundo da leitura”, justificou.

Esta obra, segundo António Ludgero Correia, é uma ruptura com a linha ficcional que vinha adoptando, em que passou de escrita de romance para uma colectânea de contos, fábulas, lendas e aventuras, com o intuito de levar um “produto leve” ao potencial leitor.

A mesma, continuou, tem a finalidade única de “servir, quentinho, um buffet suculento” de aventuras e outros contos, gravados em papel, para deleite dos amantes de leituras leves, alegres e sugestivas.

“Fala-se muito que muitas pessoas não lêem ou não gostam de ler, e, eu tenho por mim que o primeiro livro que chega a mão de um potencial leitor faz toda a diferença. A pessoa que não gosta de ler, gosta de pegar num primeiro livro que tenha temas leves, suaves, interessantes, engraçadas para iniciar a sua vontade de ler e de procurar um segundo livro”, defendeu.

Com este seu novo livro, este contador de estórias afirmou que os leitores vão ter a oportunidade de fazerem uma viagem e mergulhar nas coisas do dia-a-dia, das ilhas e do país.

“Cada leitura, cada conto, cada lenda e fábula faz-nos entrar no mundo da aventura em que a gente se sente como protagonistas da cena que estão a ler e acabam por se confundir com as personagens e isso torna a leitura muito mais interactiva, viva e muito mais interessante”, enalteceu.

António Ludgero Correia disse à Inforpress que esta paixão pela escrita de contos e fábulas é de família, pois, o seu tio-avô José Sanches Tavares “Nené de Nha Pomba”, os seus primos João Henrique de Oliveira Barros “Dicks” e Eugénio Avelino Sanches de Barros (Miquelina) eram “grandes contadores de estórias”.

Estes, recordou, passavam noites inteiras a contar estórias sem nunca repetir uma única que fosse e, melhor ainda, sem que ninguém tirasse um cochilo.

António Ludgero Correia disse que pode não ter esta mesma habilidade, mas que com os seus livros e outras obras quer ver os jovens sentados à beira de uma fogueira a conviverem sem álcool, mas divertindo e se educando através da leitura.

“Convido-os a lerem mais para que possam de facto falar melhor, escrever ainda melhor, de modo a poderem melhorar a sua condição na participação na vida da sociedade”, frisou.

A mesma fonte anunciou que nessa senda de incentivar a primeira leitura nos jovens, vai lançar no início do segundo trimestre o livro a “Aventura na Grande Biscainho” (figura que criou para retratar a ilha de Santiago).

O ainda autor de “A viúva Virgem (2007)”, “Sapatos de Defunto (2007)”, “Silêncio Cúmplice (2014)”, “Sobreviventes (2017)”, “Aventuras nas Longueiras” tem em fase de preparação a obra “Operação Cinderela” e “Eu Me Confesso”.

“Em Ritmo de Aventuras”, a ser lançado sob a chancela da Livraria Pedro Cardoso, vai ser apresentado nesta sexta-feira, 15, pelo professor Daniel Medina e pelo investigador José Semedo, na Cidade da Praia.