Em declarações à Inforpress, Sabino Baessa questionou se os projetos do grupo não são importantes para o país, pois, no ano passado submeteram um projeto de oito mil e tal contos e receberam um apoio de 450 mil escudos, mas este ano o grupo não foi contemplado.

“Os nossos projetos não são importantes para o país?”, questionou , afirmando que este projeto visa implementar uma nova dinâmica de teatro no país, criando as condições para que não fiquem limitados a trazer grupos internacionais, mas também criando “ambientes” para que os grupos nacionais produzam um trabalho com qualidade, equiparado com os grupos internacionais.

“O ministério entendeu que esse projeto não é prioritário, mas temos sempre um plano B. O Governo pode ter outras prioridades, mas ao nível internacional, estamos conectados ao mundo e o mundo vai reconhecer que realmente o nosso trabalho deve ser reconhecido, e provavelmente, o nosso financiamento poderá vir de fora” assegurou.

Segundo o responsável do grupo, na maioria das atividades que tem levado a cabo, são os próprios atores que contribuem, voluntariamente, para a produção, mas, por outro lado, tem contado com a parceira “fidedigna” das câmaras municipais.

Sabino Baessa reconhece que não podem estar sempre a mendigar por apoios e que os grupos devem criar as suas próprias condições para materializar um projeto.

Entretanto, sublinhou, numa primeira fase, o Governo deveria criar as condições para que a organização tenha a autonomia financeira, e a partir do momento que conseguirem essa autonomia, os próprios grupos assumiriam todas as responsabilidades.

“O Governo ficaria de fora e nos funcionaríamos por conta própria, mas, infelizmente, não aconteceu”, disse, ajuntando que isso não vai os travar na realização das suas
atividades.

No âmbito do projeto do grupo, avançou, estão programados vários espetáculos nacionais, produção de novas peças, participação em festivais internacionais e ainda a realização da segunda edição Festival Atlântico “Teatri”.

Este ano, o orçamento do Festival Atlântico “Teatri” é de cinco 5. 380 escudos e como não poderão contar com o apoio do Governo, informou que vão ter de diminuir a quantidade da produção, mas que a qualidade manterá.

A programação ainda está em aberto, mas Sabino Baessa avançou que vão contar com a participação do Brasil e Espanha, e está prevista a participação de atores de Angola, Cuba e Macau.