Sem revelar mais detalhes, Tchalê Figueira escreveu apenas que o quadro, identificado por Vênus e Priapo, acrílico sobre tela, 130x130cm, foi comprado por um “colecionador privado”.

Recorde-se que Tchalê Figueira acusou os organizadores desta exposição, patente na Assembleia Nacional (NA), de censura por causa da retirada de seus dois quadros, devido ao seu teor erótico.

Por seu turno, a administração da AN justificou a decisão com “elementos sensíveis nos quadros que pudessem ferir a sensibilidade e a capacidade de interpretação das crianças e dos adolescentes”.

Também através do Facebook, o ministro da Cultura, Abraão Vicente, defendeu que as instituições devem preparar-se para aceitar de forma aberta todas as formas de manifestação artística.

“Só quem não conhece a obra e o percurso de Tchalê Figueira pode ficar escandalizado pelos dois quadros”, escreveu o governante, para quem “não se pode promover a retirada de quadros sem que ninguém assuma a responsabilidade”.

A exposição, que foi inaugurada na sexta-feira, 11, é organizada pela Assembleia Nacional, em parceria com o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através da Direção-geral das Artes e das Indústrias Criativas e pelos diferentes municípios da ilha de Santiago.

Da geração dos mais consagrados estão patentes telas de Omar Camilo, Tchalê Figueira, Domingos Luísa, Nela Barbosa e Heleno Barbosa entre outros, enquanto os mais novos estão representados por Hélder Cardoso, Joaquim Semedo, José Delgado, Dílcia Cardoso e Nuno Prazeres.