As sessões informativas para esse processo de regulamentação do artesanato, segundo nota enviada pela instituição à Inforpress decorrem a partir desta sexta-feira, 31, no município de Ribeira Brava, na sala de conferência da Biblioteca Municipal João Lopes.

Em Tarrafal, os encontros com os artesãos estão marcados para o dia 04 de Agosto, no Centro Cultural Paulino Vieira.

Já na cidade da Praia, as sessões informativas acontecem a partir de 31 de Julho até 04 de Agosto, no Parque 05 de Julho. Isto, depois de abarcarem Santo Antão, agora em Julho, e São Vicente, ilha onde se situa a sede do CNAD e que foi a primeira ilha a receber os encontros de esclarecimentos, em Junho.

Esses encontros, conforme o director do centro, Irlando Ferreira, avançou antes à Inforpress, são uma forma de recolher as informações necessárias, que “depois vão ser analisadas por uma equipa competente”, explicou a mesma fonte, anunciando uma próxima fase que será a atribuição da carta e do cartão do artesão, que é “aquilo que tornará o processo do fazer artesanal, um processo profissional”, sustentou.

Irlando Ferreira lembrou que a portaria para se atingir esse objectivo, publicado em Novembro do ano passado, já foi aprovado pelo Ministério da Cultura, Ministério das Finanças e o da Segurança Social.

No total pretende-se atingir um universo de 600 artesãos em todo o País, que poderão entrar no sector formal, já que o cartão terá validade em todas as instituições públicas, entre as quais segurança social, finanças, permitindo assim ultrapassar os problemas da informalidade.

O director do CNAD pediu para os artesãos aproveitarem esse “momento único” na história do artesanato cabo-verdiano e, efectivamente, tornarem-se numa “classe com reconhecimento e com um trabalho organizado”.

Tanto assim é que, para além do cartão, com o regulamento foi possível criar o Sistema Integrado de sector do artesanato, onde os artesãos são cadastrados e que permite fazer pesquisas de técnicas, de regiões e muitas outras informações que clarificam o estado actual do artesanato no País.

A mesma plataforma também processa o selo created in Cabo Verde, que permite saber quem está devidamente reconhecido, através desse regulamento.

O CNAD informa ainda que face à actual situação de contingência, as sessões terão um número máximo de artesãos, previamente convocados por ordem alfabética e com uso obrigatório de máscaras.

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