A exposição alusiva aos quatro anos da morte da cantora Cesária Évora, aberta hoje, no Mindelo, por iniciativa conjunta do colecionador de antiguidades Francisco Rocha e da Câmara Municipal, estará patente ao público até finais de Julho.

Francisco Rocha, coorganizador da mostra e detentor da maior parte do espólio de Cesária Évora, garantiu hoje à Inforpress encontrarem-se expostas no Palácio do Povo 825 peças que pertenceram à rainha da morna, dentre objetos diversos como peças de vestuário, fotografias, documentos, capas de discos, recortes de jornais, certificados e diplomas e, inclusivamente, o bacio de cama da artista.

Durante o dia de hoje o acesso à mostra é gratuito, mas a partir de sexta-feira a entrada far-se-á mediante o pagamento de 100 escudos, para nacionais e 200 escudos, para estrangeiros.

Exposição idêntica havia ocorrido em setembro de 2014, por iniciativa de Francisco Rocha, mas ela, então, durou apenas duas semanas.

Ainda hoje, ao final da tarde, músicos locais reúnem-se na Praça Dom Luís para uma marcha/serenata em honra de Cesária Évora.

A marcha deverá percorrer os sítios de eleição da artista, designadamente Café Royal, Salão Gia, a casa de Cesária Évora, Ponta de Fim (na Ribeira Bote), Lar Nhô Djunga e, finalmente, Núcleo Museológico Cesária Évora, no Lombo, em frente de cujo edifício artistas mindelenses dão um concerto em tributo à conhecida diva dos pés descalços.

Cesária Évora faleceu na sua cidade natal do Mindelo a 17 de dezembro de 2011, aos 70 anos, um dia depois de ter sido admitida nas urgências do Hospital Baptista de Sousa com problemas respiratórios.