Esta são algumas das novidades da edição deste ano do programa de incentivo à criação artística em formato de residência artística, dirigido a “fotógrafos e artistas emergentes” dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), organizado pela Associação Olho –de- Gente (AOJE), no Mindelo.

Rita Raínho, membro da AOJE, avançou nesta manhã à imprensa que a organização já consolidou algum percurso até aqui e por causa disso conseguiram um financiamento da Calouste Gulbenkian para três edições da iniciativa.

“Isso dá-nos mais responsabilidade, mas também dá-nos alguma garantia de condições de trabalho de base para o podermos fazer com qualidade e com a exigência que este requer”, disse esta responsável, que incluiu nestas “mudanças”, o facto da residência ser realizada ao longo de três semanas, ao contrário das outras edições, em que teve a duração de duas apenas.

Esta terceira semana vai ser dedicada, quase que exclusivamente à parte da exposição final, que terá, segundo a mesma fonte, o financiamento do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, outros dos parceiros angariados para o programa de 2019, previsto de 30 de maio a 20 de junho.

Também contam com parceria do Centro Nacional de Artesanato e Design (CNAD), que , conforme o diretor, Irlando Ferreira, “abraçou” o Catchupa Factory desde o “primeiro momento”, inclusive sendo a “casa” do projeto, já que vai ao encontro à “missão” do centro de desenvolver as artes visuais, incluindo a fotografia.

“Este é um projeto, que além de promover um olhar sobre a fotografia num contexto dos PALOP, também traz um olhar de fora para dentro para ajudar os nossos criadores a dilatar os seus olhares sobre aquilo que é a fotografia”, salientou Irlando Ferreira, para quem é preciso que a fotografia “deixa de ser vista como algo decorativo e passe a ser vista como algo mais profundo e com cariz artística”.

Entretanto, este ano, atendendo o facto do CNAD estar em obras, as formações do Catchupa Factory vão ser realizadas no polo da Universidade de Cabo Verde no Mindelo, que deverá acolher no máximo até nove “fotógrafos e artistas emergentes” dos PALOP.

As candidaturas para a participação estão abertas desde 27 de fevereiro e prolongam-se até 27 de março próximo.

A divulgação dos resultados está prevista para 02 de abril, em que serão conhecidos os escolhidos pelo júri constituído por Diogo Bento e Rita Raínho da AOJE, Michelle Loukidis da África do Sul, que vai ser a formadora da residência artística e ainda Paula Nascimento (Angola) e John Fleetwood (África do Sul), que são os curadores convidados.

Durante as três edições anteriores do Catchupa Factory, conforme Rita Raínho, já passaram pela residência artística 36 fotógrafos e artistas dos PALOPS.