A decisão foi tomada na sessão da Câmara Municipal de São Filipe realizada na tarde/noite de quarta-feira e no final o presidente Jorge Nogueira apenas disse que as festas foram canceladas e marcou para as 11:00 de hoje uma conferência de imprensa para falar sobre as decisões do cancelamento e de outras medidas preventivas adoptadas pela autarquia no seguimento do plano nacional de contingência.

Habitualmente a parte cultural, recreativa e desportiva (hipismo, futebol e as modalidades de salão, ciclismo, atletismo, regata) é da responsabilidade da câmara assim como as cinco noites de baile/festival no Presídio, estando estas actividades todas canceladas.

A parte tradicional e o ritual da bandeira, nomeadamente pilão, matança, cavalhadas e o almoço de cavaleiros e convidados é da responsabilidade do festeiro e da Casa das Bandeiras e normalmente concentra um elevado número de pessoas pelo que deverá ser igualmente cancelada.

O responsável da Casa das Bandeiras, Henrique Pires, contactado telefonicamente pela Inforpress avançou que irá posicionar-se sobre o cancelamento das actividades posteriormente, mas indicou que na pior das hipóteses, dependendo da evolução da situação, será celebrada apenas a missa, pois caso contrário seria o mesmo que enterrar a Bandeira.

A Bandeira de São Filipe é uma homenagem ao Santo Filipe, padroeiro da ilha do Fogo, cujo primeiro nome era “Ilha de San Filipe”, mas que com as sucessivas erupções viria a ser baptizada de ilha do Fogo, e muito recentemente apenas do município de São Filipe, e desde o desenterro da Bandeira em 1917 pelo grupo Sete Estrelo, todos os anos foi celebrada e nos últimos anos tem tido uma projecção nacional e internacional.

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