Segundo o MCIC, o busto, que foi fundido pelo artista plástico Domingos Luísa, é uma homenagem do Estado de Cabo Verde, no geral, e do povo da ilha do Sal, em particular, “em reconhecimento pela contribuição” desta artista “que foi uma mestre do piano e que deixou um grande legado tanto sonoro como também discípulos”.

“Ao promover iniciativas do tipo está-se a contar histórias, a preservar o legado daqueles que fizeram estas pequenas dez ilhas tornarem-se gigantescas nesse vasto oceano”, destacou o autor da obra Fábio Testi, através de uma publicação no facebook, acrescentando também que através disso “está-se a educar e a mostrar às gerações vindouras o quão grande são nossas raízes, nossa cultura e história, criando uma Nação com sensibilidade e identidade própria”.

A colocação deste busto, à frente da Escola de Artes Tututa, nos Espargos, faz parte das comemorações do centenário do nascimento Tututa Évora, que abarca um leque de atividades culturais organizadas pela A Câmara Municipal do Sal.

A ocasião vai ser celebrada ainda com a publicação das partituras e de algumas das obras da pianista, numa publicação para piano e violão.

Tututa Évora nasceu no Mindelo no dia 06 de janeiro de 1919, tendo falecido na ilha do Sal, onde viveu, até 26 de janeiro de 2014.

Em outubro passado, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, disse que para além dos bustos de Ntoni Denti d’Oro, que já foi inaugurado em São Domingos, e de Tututa Évora, que será inaugurada na ilha do Sal, o MCIC também fará um busto de Manuel de Novas para a ilha de São Vicente.

Abraão Vicente também fez saber que a sua ambição é erguer 25 bustos de artistas mais populares de Cabo Verde até 2021.