O livro resulta de uma recolha de imagem e pesquisas que o autor fez durante mais de seis anos, em que teve a oportunidade de fotografar, num universo de 200, 36 espécies introduzidas, migratórias e endémicas em todas as ilhas do arquipélago.

Segundo o fotógrafo, este é o primeiro livro a retratar hábitos e comportamentos das aves em Cabo Verde e pretende futuramente trazer “novas publicações, com novas espécies” que ainda não foram fotografadas.

Contou que inicialmente começou a fazer este trabalho “mais por amor a fotografia e à natureza” e que não tinha noção do que lhe esperava.

Pois, concretizou Zé Pereira, a ideia inicialmente era fotografar todas as aves que podem ser avistadas em Cabo Verde e depois uma publicação, mas não foi possível, uma vez que só para fotografar uma espécie de águia, contou que levou cerca de quatro anos.

Entretanto, adiantou que “o mais importante, o essencial” deste livro, é a ideia, o contexto e o objectivo maior, que é a preservação do meio ambiente e a conservação das espécies, o que o levou a publicar um livro com fotografias, mas com uma parte científica.

Sublinhou ainda que o livro tem tido “muita procura” por parte de biólogos e guias turísticos, uma vez que a obra “fornece”, em cada capítulo, informações de “cariz científico e básico”, incluindo um mapa em que foi fotografada a espécie dando um destaque especial às espécies Cagarra e Calhandra.

A apresentadora Rosa Andrade, bióloga, fez uma análise mais para a sua área profissional e considerou a obra de “excelente”, devido à sua “riqueza” de imagens das aves retratadas, demonstrando uma parte da biodiversidade da fauna do país que é “muito rica”.

Para a bióloga, o autor conseguiu conciliar tudo numa só obra, desde as aves marinhas e terrestres presentes no país, falar das suas ecologias e habitat e das ilhas onde podem ser encontradas.

Sobre os quadros expostos, o fotógrafo considerou que foi “extremamente difícil”, numa ilha “tão bonita” e resumi-la em 20 quadros.

Demonstrou o seu desejo em fazer uma exposição com mais quadros, mas como não foi possível, acentuou que procurou retratar nestes quadros a morabeza da população bravense.

O fotógrafo enfatizou que traçou como prioridade para os seus trabalhos dedicar-se essencialmente às ilhas que tem tido menos visibilidade, ou seja, enumerou, Brava, São Nicolau e Maio.

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