Segundo a arquitecta e artista “independente”, a ideia da exposição surgiu depois de uma viagem a Bali e, depois do regresso, deparando com o seco da Boa Vista sentiu saudades daquela ilha Indonésia onde, assegurou, existe uma diversidade floral e botânica “incríveis”.

“Tentei colocar nas telas o sentimento destas saudades, do verde daquele país do trópico”, afirmou a artista que acredita ter conseguido colocar este “feeling” que poderá ser visitada até 31 de Julho.

A artista polaca disse que quer ainda, com “No Trópico”, levar aos cabo-verdianos a esperança nas chuvas que não fazem a graça às ilhas há três anos, e inspirar pessoas que começaram a fazer plantações em casa, durante a quarenta, devido à pandemia do novo coronavírus.

Olga Gutek, que é também designer gráfico e ilustradora, congratulou-se com a ideia e sugeriu a continuação destes hábitos ambientais pela ilha da Boa Vista.

“Acho isto muito bom e, talvez no futuro, seja possível que a ilha da Boa Vista possa vir a ter mais palmeiras, flores. Isto porque vêm-se muitos jardins muito bem trabalhados, com muito verde e que, mesmo feito pelas pessoas nas ruas, poderia ser uma mais-valia a vários níveis”, opinou Olga Gutek que expõe pela terceira vez na Boa Vista.

A artista apelou para se ir apreciar “No Trópico”, exposição de doze telas em acrílico sobre fundo de tecido de pano branco, em que estão impressas pinturas de grande diversidade de plantas, em vários tons de verde, entre outras em papel de pastel seco.

Olga Gutek, que vive em Cabo Verde há quase dez anos, manifestou-se ainda aberta para falar deste e de outros assuntos nas suas redes sociais.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.