Ontem foi a vez da ilha de Boa Vista conhecer o livro de ficção “Acushnet Avenue – Pelos caminhos de Chiquinho”, obra de José Cabral, que quis continuar a história do romance “Chuiquinho”, do escritor cabo-verdiano Baltazar Lopes da Silva.

Em declarações à inforpress, o escritor José Cabral avançou que está em bom caminho o “risco muito grande que correu ao escrever este livro, ao dar continuidade de dum trabalho iniciado por um mestre da escrita e da literatura”.

Para provar a recepção deste desafio lançado pelos leitores , informou o autor que “o livro está praticamente esgotado”, confessando que “esperava das boas críticas que vem recebendo e da venda da primeira tiragem dos quinhentos exemplares”.

“O livro está a ser bem acolhido e para ser franco tinha esta expectativa. Muitas pessoas não sabem que quando Baltazar Lopes terminou Chiquinho, em aberto, é porque tinha a pretensão de continuar a história do romance. Mas por diversas razões não conseguiu fazê-lo”, disse o autor que agora dá continuidade à história do personagem, ao escrever esta ficção do que aconteceu com “Chiquinho” que, com 20 anos, emigrou para Estados Unidos da América em 1930.

Entretanto, segundo o autor, as suas pretensões sobre esta publicação “ultrapassa o desafio de continuar a história”.

José Cabral adiantou que quis “homenagear Baltazar Lopes, evocar os trinta anos de morte do escritor, e celebrar os 200 anos das relações consulares entre Estados Unidos da América e Cabo Verde”.

O livro, segundo o autor, “já tem proposta de tradução para o inglês”, apresentada na embaixada dos Estados Unidos da América.

José Cabral espera “resposta positiva, para poder contar parte da história de Cabo Verde à terceira geração de descendentes de cabo-verdianos que não falam a língua portuguesa”.

“Acushnet Avenue – Pelos caminhos de Chiquinho” propõe ainda contar a história e retratar a emigração cabo-verdiana que começou naquele continente com a pesca da baleia, primeira e maior indústria da terra do Tio Sam.

José Cabral espera com “Acushnet Avenue” contribuir para a literatura de Cabo Verde e cultivar a leitura, criticando a “alienação as redes sociais e televisão”, alertando ainda que “nenhum destes meios de comunicação substitui a leitura”, que , ao seu ver, “é uma grande forma de instruir e educar”.

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