Em conversa com a Inforpress, Any Delgado disse que este evento que visa celebrar a morna tem como tema “O mar: emigração e saudade”.

“São 10 mornas a saberem ao mar. O mar de Cabo Verde, o mar como emigração, o mar como razão de separação das famílias. As mornas a serem apresentadas serão minuciosamente escolhidas, com a finalidade de transmitirem ao público os sentimentos presentes nos corações dos cabo-verdianos que partem para terra longe à procura de uma vida melhor”, informou.

Para esta noite, disse, para além dela, convidou alguns talentos que não são muito conhecidos ou que não costumam cantar este género musical, como Tó Cruz, Carla Correia, Kinha Andrade.

Estes artistas e os demais convidados estarão acompanhados de uma banda constituída por Paló, Armando Tito, Tó Barbosa e Felisberto Andrade.

Any Delgado que depois da entrega do dossiê da candidatura da morna na sede da Unesco, em Março de 2018, criou esta página com o objectivo de promover este género, falar dos compositores, executantes, intérpretes, as histórias por trás dos temas e a fonte de inspiração do autor/compositor, intercalando com actuações ao vivo dos próprios temas.

Segundo contou à Inforpress, no início deste projecto várias pessoas questionaram-na sobre o porquê dá morna ser a primeira a ser proclamada património da Humanidade, e não outros géneros como o batuque.

Entretanto, afirmou, pouco a pouco conseguiu mostrar às pessoas, usando a história da cultura do país, que a morna faz parte de todos e que ela é realmente a alma do povo cabo-verdiano.

“Acho que consegui despertar mesmo o orgulho nacional”, regozijou-se, deixando transparecer a sua ansiedade em conhecer o veredicto do Comité do Património Cultural Imaterial da Unesco, cuja decisão será conhecida no dia 12 em Bogotá, na Colômbia.

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