Este evento, realizado pela Cátedra António Aurélio Gonçalves da Uni-Mindelo, que se insere na programação da universidade para celebrar o 16º aniversário, serve, conforme a mestre em Cultura e também diretora da Ilhéu Editora avançou à Inforpress , para relembrar “grandes escritores”.

“O que se pretende é de facto ir resgatando do esquecimento figuras que são ímpares na cultura e literatura de Cabo Verde e que precisam desses momentos para que as pessoas voltem a ler, a pegar num livro”, salientou Ana Cordeiro, que disse ter baseado a sua intervenção no texto “Base para uma cultura de Cabo Verde” escrito em 1955, mas ainda assim “muito atual”.

“António Aurélio Gonçalves é de uma contemporaneidade de facto extraordinária”, reforçou, referindo a este escritor, que, ajuntou, “ percebia muito bem os ares do tempo em que vivia e as consequências dos movimentos que observava e que eram seus contemporâneos”.

Esta atualidade também foi defendida pelo escritor Moacyr Rodrigues, que também fez parte da mesa, juntamente com José Luiz Ramos e com a filha de Aurélio Gonçalves, Fátima Gonçalves e que esteve sob a moderação de Isabel Lobo.

O evento contou ainda com presença de outras personalidades, como o escritor e ex-autarca Onésimo Silveira e com alunos da Escola Industrial e Comercial do Mindelo, que tiveram a oportunidade de assistir à uma aula sobre a vida e obra de Aurélio Gonçalves.

António Aurélio Gonçalves, também conhecido como Nhô Roque, nasceu na cidade do Mindelo a 25 de setembro de 1901 e faleceu a 30 de setembro de 1984, vítima de atropelamento.

A mesa redonda “ A atualidade do pensamento de António Aurélio Gonçalves na música e literatura de Cabo Verde” insere-se no programa de celebração dos 16 anos da Uni-Mindelo, que incluiu ainda atividades desportivas, lançamento da 4ª edição da revista Rumus, inaugurações e ainda uma sessão solene marcada para a próxima segunda-feira, 10.