Esta residência, um convite do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através da Direção-Geral das Artes e Indústrias Criativas, segundo a organização, para além da partilha e da troca de experiências terá como propósito desafiar os artistas a refletirem sobre as práticas artísticas atuais, e sobre a necessidade de pensar a produção de obras de arte de uma forma mais metódica e crítica.

Em declarações à Inforpress, Eduardo Bentub, que há nove anos reside em Eslovénia, disse que tem participado em algumas residências neste país e na Áustria, por isso quis partilhar com os colegas aquilo que aprendeu por esse mundo.

“O que mais me encanta é a convivência com diferentes artistas, com diferentes estilos, oriundo de diferentes culturas e acabas por aprender, partilhar e no final há sempre influências de um no trabalho do outro, mas sem que isso interfere no próprio estilo do outro”, afirmou.

Depois de tantos anos fora do país, Eduardo Bentub disse que com esta residência tem um objetivo pessoal que é consumir um pouco da arte que se respira em Cabo Verde, pois, tem faltado um pouco da sua identidade cultural nas suas artes.

A mesma fonte defende que é necessário “mais união e irmandade” entre os artistas plásticos cabo-verdianos e juntos quer criar algo “marcante na forma de fazer arte no país”.

“Vejo muita qualidade em todos sem exceção, mas podemos unir e fazer algo enorme para o nosso país. Precisamos criar colónias constantes de artistas, organizadas pelos próprios artistas. O que posso trazer de novo é espírito organizacional (…) porque precisamos de uma organização de pintores”, disse.

Sublinhou que os artistas precisam criar uma identidade cabo-verdiano nas suas pinturas, para que, assim como a morna é reconhecida a nível mundial como sendo algo genuíno de Cabo Verde, a arte também seja reconhecida logo como sendo um trabalho com traçados ou estilos cabo-verdianos.

Particularmente sobre as suas pinturas, revelou que tudo que faz reflete a sua personalidade, isto é, transmite simpatia, positivismo, espontaneidade e o estado de espírito.

Para a artista plástica Leomar Artes, que está a participar nesta residência, esta iniciativa é sempre “muito boa” porque permite que os artistas tenham trocas de experiência, conheçam outros artistas, outros estilos e permite uma convivência sadia entre artistas da mesma arte.

Nascido no ano de 1979 em Santo Antão, Eduardo Bentub frequentou o curso de Matemática em Aveiro e Arquitetura em Lisboa. Entre 2003 e 2006 trabalhou com o pintor cabo-verdiano David Levy Lima.  Vive na Eslovénia desde 2010 onde tem participado em várias exposições neste país.

Em 2013 recebeu Menção Honrosa primavera na categoria de artista jovem, atribuída pela Associação de pintores de Maribor.

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