Ainda na azáfama das arrumações e preparar tudo para a abertura logo mais à noite, na Praça Nova (Mindelo) pelas 19:30, Marlene Almeida e Ambara da Rosa, que dividem o mesmo stand e mesmo ramo de bijuterias e acessórios dizem-se “muito entusiasmadas” para participar da URDI pela primeira vez.

As duas são naturais de São Vicente, mas, Ambara da Rosa, que vive na cidade da Praia, tem “mais experiência” na participação de feiras, mas, considera ser a feira do Mindelo um “evento impar”.

“A feira em si já é um grande atractivo, tanto pela diversidade de produtos que estão expostos, mas também pela possibilidade de contactos que nos dá”, sublinhou a jovem, que pretende assim atingir “novos clientes” para a sua empresa Criativid Artes e alcançar um “público novo” além dos que vem adquirindo através das redes sociais.

Marlene Almeida já menos experiente quer através da URDI publicitar a sua marca Lene Makes.

A rendeira Maria de Lourdes da Cruz, também de São Vicente, que expõe na feira desde do início, também tem os mesmos propósitos.

“Além do lucro também queremos mais pessoas a conhecerem o nosso trabalho, isto além dos contactos que podemos fazer, já que aqui estão pessoas de todas as ilhas”, salientou a artesã, para quem “nunca se fica perdendo” ao participar do evento.

Vindo da cidade da Praia e participando pela primeira vez Mamadou Drame considera ser URDI uma iniciativa “muito interessante” e quer aproveitar para vender mais os seus quadros, bolsas e artesanato em madeira, que são a sua marca.

O senegalense, mas que confirmou já ter nacionalidade cabo-verdiana, colocou acento tónico sobre o cartão de artesão que vai ser atribuído nesta edição da feira.

“É uma forma de valorizar e dar mais consideração ao trabalho dos artesãos e também certificar o artesanato nacional”, asseverou.

Nilton Carlos Rodrigues acredita, por seu lado, ser URDI, uma das “melhores iniciativas” que já se viu, até porque, acrescentou, desde que passou a participar, já lá vão três anos, conseguiu uma “grande evolução” do seu trabalho de cerâmica, iniciado há 15 anos em São Vicente.

“Somos três que fazemos parte da empresa e hoje, praticamente, vivemos disto”, disse, sublinhando o facto de agora conseguirem exportar para hotéis e casas de arte no Sal, Boa Vista, Santo Antão e ainda terem “várias encomendas” de pessoas particulares.

Além de artesãos particulares, a feira tem espaço para promoção de lojas como a Akuaba, na Rua de Lisboa, cidade do Mindelo, que segundo a responsável Luísa Horais, quer fazer-se conhecer ainda mais e vender o artesanato de Cabo Verde, mas também da costa africana.

“Vale muito a pena estar aqui na URDI” considerou a comerciante.

Num espaço que deve acolher cerca de 200 artesãos de todas as ilhas do arquipélago, URDI arranca a sua quarta edição na noite de hoje e prossegue até domingo, 01 de Dezembro. A abertura vai ser presidida pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente.

Tendo como pilares excelência e qualidade, segundo o director do Centro Nacional de Artesanato e Design (CNAD), Irlando Ferreira, “a todos os níveis”, esta edição pretende homenagear o mestre artesão Baptista.

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