A faceta humanitária de Angelina Jolie como Embaixadora das Nações Unidas para os Refugiados não tem fãs entre as autoridades da Venezuela.

Na semana passada, a ONU encarregou a atriz  de avaliar a situação dos migrantes venezuelanos no Peru, onde mais de 400 mil procuram asilo desde 2015.

Angelina Jolie encontrou-se com venezuelanos que lhe explicaram o que passavam no seu país antes de fugir e explicou que o motivo da sua visita era "ajudar as pessoas a perceber o que se está a passar na Venezuela".

"A Venezuela é como uma zona de guerra... Como pode ser boa [a situação no país] se 2,5 milhões de pessoas partiram?", acrescentou.

"Os venezuelanos com quem conversei, tanto em Lima como em Tumbes, não querem caridade, querem uma oportunidade para seguir em frente", explicou numa conferência de imprensa ao lado do ministro dos negócios estrangeiros do Peru Néstor Popolizio.

A visita de Angelina Jolie deu uma versão muito diferente sobre crise migratória daquela que é defendida pelo regime de Nicolás Maduro. E claramente desagradado com o impacto mediático, uma das suas maiores figuras não foi de modas sobre o que achava ser a verdadeira missão da embaixadora.

"É uma agente da CIA, do Departamento de Estado... são os instrumentos do imperialismo norte-americano", disse Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional Constituinte e número dois do regime no seu programa de TV "Con el mazo dando".

Esta responsável , que já tinha arrasado a viagem nas redes sociais a 22 de outubro, acrescentou que esta teve como intenção disfarçar as verdadeiras intenções da atriz, desafiando-a a encontrar a Venezuela num mapa.

Diosdado Cabello disse ainda que Jolie se devia "preocupar com as 43 milhões de pessoas pobres nos EUA" e "as crianças que mantêm em jaulas", numa referência aos menores separados dos seus país na fronteira com o México.

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