Segundo uma nota da ACV, a sessão de abertura será feita por presidente em exercício da direcção da ACV José Luís Hopffer Almada, estando após a cerimónia de abertura prevista a realização de uma palestra sobre o conjunto Tubarões a ser ministrada pelo co-fundador da mítica banda cabo-verdiana, Luís Lobo.

O evento terá igualmente um recital de poesia com base na obra dos poetas aniversariantes pelo Grupo Tapoé.

A actuação musical com interpretação da música da Dona Tututa Évora, de Ildo Lobo e de outros grandes compositores, intérpretes e conjuntos cabo-verdianos será feita por Nando Andrade, Heloísa Monteiro, Djone Santos, Tonecas Lima, Maria Alice, Carla Correia e Sofia Carvalho.

António Pedro da Costa nasceu a 09 de Dezembro de 1909 na Cidade da Praia foi um actor, encenador, escritor, poeta, jornalista, pintor, artista plástico, antiquário e coleccionador de arte português.

O poeta Osvaldo Osório, com o pseudónimo literário de Osvaldo Alcântara Medina Custódio, nasceu no Mindelo a 25 de Novembro de 1937. Distingue-se como poeta e contista, sendo um dos fundadores do caderno de cultura do Notícias de Cabo Verde, “Sèlo”.

Ildo Lobo nasceu a 25 de Novembro de 1953 na localidade de Pedra de Lume, ilha do Sal. O cantor ficou conhecido pela sua voz versátil e melódica, a sua poderosa presença em palco e a forma singular como cantava mornas, coladeiras e funaná, que fizeram dele um dos maiores intérpretes de sempre de Cabo Verde.

Conhecidos por cantarem morna, coladeira e funaná, “Os Tubarões” foram um dos grupos mais representativos da música de Cabo Verde no período de transição rumo à independência e democracia.

Pelo contributo que deram ao longo dos primeiros 20 anos da independência nacional no sector da música, “Os Tubarões” foram condecorados pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, no âmbito do 40º aniversário da independência nacional em 2015.

A banda é formada por Totó Silva (guitarra), Totinho (saxofone), Mário “Russo” (baixo), Jorge Lima (percussão), Jorge Pimpas (bateria), Zeca Couto (Piano) e Albertino Évora, que substituiu Ildo Lobo, que morreu em Outubro de 2004.

A Associação Cabo-Verdiana de Lisboa é uma instituição de utilidade pública e tem o reconhecimento do ex-Presidente da República de Portugal, Jorge Sampaio. E também é reconhecida pelo Alto Comissariado para as Migrações e congrega o título de Casa da Cultura atribuído pelo ex-ministro da Cultura, Mário Lúcio.

A ACV é considerada uma das mais relevantes organizações de representação e promoção social e cultural de Cabo Verde na diáspora, reconhecida pelo seu trabalho em prol da emigração Cabo-Verdiana e de outras comunidades da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O espaço da Associação Cabo-verdiana, na Duque de Palmela, é o mesmo onde em 1969 um grupo de cabo-verdianos criava a primeira associação do género em Portugal, e que pós 25 de Abril se desmantelou por vicissitudes do período revolucionário então em curso.

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